Mostrar mensagens com a etiqueta Francesco Nepitello. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Francesco Nepitello. Mostrar todas as mensagens

Entrevista com Francesco Nepitello


in English

Da esquerda para a direita: Francesco Nepitello, Marco Maggi and Roberto Di Meglio

« dreamwithboardgames »
« Francesco Nepitello »

Muito obrigado Paulo, pela análise ao Age of Conan! Apanhaste-me quando estava mesmo para ir para a cama…

Como nasceu a ideia que levou à criação do “Age of Conan”?
Foi o Roberto Di Meglio, um dos três criadores, que também é o CEO da companhia que publica grande parte dos meus jogos. Ele também é um fã do Conan, e foi ele quem propôs o projecto.
Onde é que vai buscar as ideias para os seus jogos? Começa pela mecânica ou pelo tema?
Primeiro, sempre o tema, depois a altura de inventar novas mecânicas. Contudo, no caso do Conan sabíamos, desde o início, que iramos usar algumas coisas do nosso jogo “War of the Ring”.
Em que tipo de mecânica foca o processo de desenvolvimento dos seus jogos?
Normalmente, tentamos focar-nos na mecânica principal, naquele princípio que irá sustentar tudo o resto. No caso do “Wotr” e “AoC”, é o sistema de acção dos dados.
Quando é que se apercebeu que criar jogos era o seu sonho?
Quando eu e o Marco começamos a colaborar em projectos criativos. Descobrimos, desde cedo, que partilhávamos uma paixão comum pelos jogos.
Que nível de sorte considera aceitável nos seus jogos?
Desde que nenhum elemento me desvie de desfrutar do jogo, está tudo bem. Não sou um jogador competitivo, sou todo pela “experiência”.
Em quantos jogos trabalha ao mesmo tempo? Trabalha em vários projectos em simultâneo ou dedica-se apenas a um único?
De momento estou a trabalhar em três jogos e na expansão de outro jogo. Normalmente, só tenho um grande projecto em curso e vários pequenos projectos.
O que é que pode dizer sobre o projecto em que trabalha actualmente?
Infelizmente não posso dizer muito, uma vez que dois jogos dependem de uma licença, e não tenho permissão de falar sobre isso… Por favor façam-me esta pergunta daqui a três meses.
Será que pode avançar alguns detalhes?
Mais uma vez, não posso. Mas um dos jogos é provavelmente o maior projecto em que alguma vez participei. Sim, ainda maior que o “War of the Ring”! Mas é um jogo completamente diferente…
Como se define a si próprio como criador de jogos?
Cresci a jogar jogos de guerra, mas quando comecei a trabalhar em jogos, tive a possibilidade de ver a trabalhar (e mesmo colaborar com) alguns dos melhores criadores europeus (Leo Colovini, Alex Randolph...). Acabei a criar jogos que adoro jogar, independentemente do tipo, doutrina ou qualquer que seja a classificação em que os jogos possam ser categorizados. Apesar de ser Europeu, não sou certamente um criador de jogos Europeus, mas creio conhecer bem a sua mecânica, o suficiente para que alguma da sua filosofia apareça nas minhas criações.
É um criador solitário ou a família e os amigos participam no processo de criação de um novo jogo?
Trabalho sempre em conjunto com o Marco Maggi e com muita frequência com o Roberto Di Meglio. Depois, com regularidade, reúno um conjunto de amigos para saber as suas opiniões e para me ajudarem com os testes ao jogo.
O desenvolvimento de um jogo envolve várias fases – criação, edição, testes e publicação – qual é a que mais lhe agrada? Porquê?
A criação é um momento empolgante, e nos jogos como os meus, é normalmente um longo processo. O desenvolvimento é também muito excitante, sem bem que, com frequência, ideias que pareciam boas à primeira vista são suplantadas por melhores que não suspeitava que pudessem ser descobertas. Os testes ao jogo, mesmo quando somos nós próprios a fazê-lo, é o momento mais importante, pois é nessa altura que se verifica se o jogo é um verdadeiro jogo ou uma simples ideia de um jogo que só funciona na nossa cabeça…

Joga apenas de vez em quando ou os jogos são parte integrante do seu quotidiano?
Agora, tenho um escritório a sério, cheio de jogos que coleccionei durante anos. Há sempre um jogo na mesa, pelo que posso dizer que jogar jogos faz parte do meu quotidiano. A Segunda-feira de manhã é o dia em que nós jogamos os jogos novos, para testar criações de outras pessoas, ou simplesmente bons novos jogos que comprámos. Amanhã de manhã (Segunda-Feira!) deverá ser a vez do “Conflict of Heroes”!
Com que frequência joga os seus jogos depois de serem publicados? Prefere jogar os seus ou os jogos de outros criadores?
Depende. Por exemplo, o “War of Ring” irá ser sempre um jogo fundamental na minha mesa de jogo. O Age of Conan também está em bom plano, uma vez que pode acomodar mais jogadores com maior facilidade. Mas esforço-me por jogar jogos novos, sempre que é possível, uma vez que gosto de variar.

Qual o jogo que mais gosta de jogar? Porquê?
Como já tinha mencionado, jogar o “War of Ring” é uma experiência que dificilmente encontrarei noutros jogos, pelo que é aquele que jogo com mais regularidade. Mas, recentemente, joguei alguns jogos muito bons: por exemplo: “Battlestar Galáctica” foi o máximo e adorei o potencial da “narrativa” de todos os jogos do “Last Night on Earth"

Qual o seu jogo favorito? Qual o tipo de jogo que mais gosta?
Escolher um favorito é quase impossível. Mas devo mencionar que também jogo “role-playing games” e, uma vez que despendi grande parte da minha vida de jogador a jogá-los, devo concluir que os “rpg’s” são o meu tipo de jogo favorito. E o meu “rpg” favorito é o “King Arthur Pendragon”.

Que prefere: jogar ou criar jogos?
Adoro as duas actividades. Normalmente, jogar jogos é mais divertido, já que existe menor responsabilidade.

Segue, com especial atenção, algum criador de jogos?
Não. Creio que não. Estou sempre à procura de bons jogos, independentemente de quem é o seu criador.

Tem outro emprego, ou é um criador de jogos a tempo inteiro?
Actualmente sou quase um criador a tempo inteiro e tenho uma loja de brinquedos com o Marco Maggi. Ele faz grande parte da gestão diária da loja e eu faço a gestão do estúdio. E, mais recentemente, tornei-me num papá, o que faz com que seja um part-time em tudo!
(Parabéns!)


Será que os jogos de tabuleiro podem ser usados para fins educativos?
Os jogos de tabuleiro já têm um propósito educativo, sem que sejam usados expressamente para isso. Mas percebo o que queres dizer, e a resposta é: sim. Por exemplo, criei um par de jogos para museus e exibições.

Como evoluíram os seus jogos nos últimos anos? Que aprendeu sobre o que se deve ou não fazer no processo de criação dum jogo?
Simplifiquei um pouco o processo de criação – Penso que agora sou mais eficaz com os custos.
Mas penso que não fui tão bem sucedido como poderia, uma vez que ainda estou demasiado dependente do meu gosto e prazer pessoal.

Que pensa da actual crise económica? Irá afectar a venda de jogos?
Já está a afectar a produção de jogos, pelo que certamente irá afectar as vendas. Os produtores terão de pensar como fazer jogos mais baratos ou começar a produzir jogos mais pequenos.

Que conhece de Portugal?
É difícil de sumariar tal conceito! Se queres saber o que conheço sobre Portugal e jogos, conheço o pessoal da Devir Portugal, já que foram nossos parceiros na produção jogos com alguma frequência. E tenho um bom amigo chamado Pedro Lisboa, um verdadeiro sábio dos jogos, e a sua namorada, a Joana. Eu prometi visitá-los em Lisboa e irei, mais cedo ou mais tarde!
Vou levar comigo alguns jogos...
Já esteve em Portugal?
Não, mas como já disse, brevemente irei cumprir a minha promessa…

Muito obrigado por esta entrevista.
Obrigado Paulo! Foi um prazer, e agora, cama!



Os jogos de Tabuleiro do Francesco Nepitello:

Age of Conan: The Strategy Board Game - 2009
4X4 - 2000
Flying - 2001
Goal - 2000
The Golden Compass Movie - 2007
Hector and - 2003
Marvel Heroes - 2006
Micro Mutants - 2007
Star Wars: Das letzte Gefecht - 2008
Star Wars: Galaktische Schlachten - 2008
UFO - 2002
War of the Ring - 2004
War of the Ring - Battles of the Third Age - 2006
X-Bugs - 2001


Entrevista com Roberto Di Meglio



A tradução desta entrevista teve o patrocínio de:



Interview with Francesco Nepitello


em português



Left to right: Francesco Nepitello, Marco Maggi and Roberto Di Meglio

« dreamwithboardgames »
« Francesco Nepitello »

Many thanks for the Age Conan review, Paulo! You got me barely before going to bed...

How did you come up with the idea to create “Age of Conan”?
Roberto Di Meglio, one of us three designers, is also the CEO of the company publishing most of my games. He is a big Conan fan, and was the one to propose the project.

Where do you get the ideas for your games? Do they start with the mechanics, or the themes?
Always theme first, when it is the time to invent new mechanics. In the case of Conan we knew since the beginning that we were going to use something from our War of the Ring game, though. So in a way, in this case you could say that some mechanics came first.

What kind of mechanics do you prefer to focus on the development process of your games?
Usually, we try to focus on the main mechanic, the one principle that will sustain all the rest. In the case of “Wotr” and “AoC”, it is the action dice system.
When did you realize that create games were your dream?
When me and Marco started to collaborate on creative projects. We found out very early that we shared a common passion for games.

Which level of luck is acceptable for you in a game?
As long as any element in a game doesn't distract me from enjoying the game, I'm fine. I am not a competitive player, I am all for the 'experience'.

How many games do you work on at one time? Are you working on several designs simultaneously, or do you work solely on one project?
At the moment, I am working on three games and an expansion to another game. I usually have only one major project going on, and several smaller ones.

Can you tell us anything about the project you are currently working on?
Unfortunately I cannot say much, as two games depend on a license, and I am not allowed to talk about it... Please ask me about it in three months from now!

Can you tell me any details?
Again, I cannot. But one game is probably the biggest project I ever started to work upon. Yes, even larger than War of the Ring! But it is a completely different genre of game...

How do you define yourself as a game designer?
I grew up playing war games, but when I started to work in games I was able to see at work (and even collaborate with) some of the best Euro designers around (Leo Colovini, Alex Randolph...). In ended up designing games that I love to play, regardless of type, school, or whatever classification games can be categorized into. Even if I am from Europe, I am certainly not a designer of Euro games, but I think I know their trade well enough that some of their philosophy shows sometimes in my designs.

Are you a lonely game designer or your family and friends participate in your adventure to create a new game?
I always work in tandem with Marco Maggi, and very often with Roberto Di Meglio. Then, a bunch of friends are regularly tapped for their opinions, and to help with the playtest.
The creation of a game, have several moments - creation, editing, testing and publishing - which is the most pleasant for you? Why?
Creation is a thrilling moment, and in games like mine it is usually a long process. Development is very exciting too, though, as very often ideas that seemed good at first are supplanted by better ones that you didn't suspect were there to be discovered. Playtesting a game, even when you are doing it yourself, is the most important moment, as it is when you see if the game is a real game, or simply the idea of a game that works only in your mind...

You play games time to time, or the games are part of your daily life?
I have a real office, now, full of the games I accumulated in years. There is always a game on the table, so I can say that playing games is part of my daily life. By the way, Monday morning is the day when we play new games, either to test designs by somebody else, or simply good new games that we bought. Tomorrow morning (Monday!) should be the turn of Conflict of Heroes!

How often do you play your own games after they've been published? Do you prefer playing your own games or the games of others?
It depends. War of the Ring for example will always be a fundamental of my gaming table. Age of Conan is also doing very good, as it can accommodate more players with better ease. But I try to play new games whenever possible, as I like variety.

Can you tell me the game you enjoy playing the most? Why?
As I said before, playing War of the Ring is an experience I rarely encountered with other games, so it's the game I play regularly the most often. But recently I played some very good ones: for example, Battlestar Galactica was great, and I love the 'storytelling' potential of every game of Last Night on Earth.

Can you tell me your favourite game? And your favourite type of game?
To pick up a favourite is almost impossible. But I should point out that I play also role-playing games, and since I spent the majority of my gaming life playing those, I should conclude that rpgs are my favourite type of game. And my favourite rpg ever is King Arthur Pendragon, hands down.
Do you prefer play the games or create them?
I love both activities. Playing games is usually more fun, though, as you have less responsibility.
Do you normally follow any particular game designer with especial attention?
No, I think I don't. I am always on the look out for good games, regardless of who designed them.

Do you have another job, or you are a full time game designer?
I am currently almost full time as a designer, and I own a toy shop together with Marco Maggi. He's doing most of the managing for the shop nowadays, and I manage the studio.And I recently became a father, something that makes you a part-time-everything!
(Congratulations!)

Do you think that board games can be use for an education purpose?
Board games already have an educational purpose, without using them expressly for that. But I know what you mean, and the answer is yes. I designed a couple of games for museums and exhibitions for example.

How have your games changed over the last years? What have you learned to do and not do when designing?
I streamlined a bit the design process - I think now I am more cost effective. But I don't think I succeed as much as I could, as I am still too dependent on my personal taste and pleasure.

What you think about the economic crisis? It will affect the games sales?
It is already affecting the production of games, so I think it will certainly affect sales. Producers will have to think about how to make less expensive games, or start producing smaller games.

What you know about Portugal?
It is difficult to summarize such a concept! If you meant what I know about Portugal and games, I know the guys from Devir Portugal, as they have been often our partners in production. And I have a good friend called Pedro Lisboa, a true scholar of games, and his girlfirend, Joana. I promised to come visit them in Lisbon, and I will, sooner or later! I will bring along some games...

Have you ever visited Portugal?
No, but as I said, I will soon make amends...

Thank you very much for your interview.
Thank you, Paulo! It's been a pleasure. And now, off to bed!


Francesco Nepitello Board Games:

Age of Conan: The Strategy Board Game - 2009
4X4 - 2000
Flying - 2001
Goal - 2000
The Golden Compass Movie - 2007
Hector and - 2003
Marvel Heroes - 2006
Micro Mutants - 2007
Star Wars: Das letzte Gefecht - 2008
Star Wars: Galaktische Schlachten - 2008
UFO - 2002
War of the Ring - 2004
War of the Ring - Battles of the Third Age - 2006
X-Bugs - 2001



Age of Conan - Nexus/Fantasy Flight Games

Um jogo de Francesco Nepitello, Marco Maggi e Roberto Di Meglio para 2 a 4 jogadores, a partir dos 12 anos, com a duração de 90 minutos.

Esta é uma era de conflito e de feitiçaria. Uma era de poder, grandiosidade e decadência.
Os reinos de Hyborian dominam o mundo ocidental. O mais poderoso é Aquilonia, mas outros rivais são militarmente poderosos. Estes reinos governam com superioridade o mundo ocidental, embora os bárbaros dos baldios estejam a crescer em força.

Distante ao sul, descansa a mágica Stygia, indiferente às invasões estrangeiras. Os seus mestres sombrios, foram conduzidos para sul do grande rio Styx, e agora eles imiscuíram-se nas artes mágicas e intriga, tentando trazer de volta o seu poder ancestral.

Ao Norte, os bárbaros de cabelo dourado e olhos azuis, descendentes dos louros selvagens do árctico, foram conduzindo o que restava das tribos Hyborian para fora dos países das neves. Só o velho reino de Hyperborea resistiu ao seu ataque. As suas enevoadas e frias cidades, guardam místicos segredos que os bárbaros, ao contrário deles, dificilmente conseguem perceber.

Ao longo dos séculos, os Hyrkanians tinham investindo firmemente para oeste. Agora, uma tribo cerca o extremo sul da grande ilha marítima – Vilayet – e tinham estabelecido o reino de Turan na costa sudoeste.

Nesta era de construção imperial, façanhas históricas e abomináveis crimes, passeia-se Conan, o Cimério. De cabelo preto, olhos ameaçadores, e espada na mão, ele é um ladrão, um salteador, um assassino, com profundas melancolias e de imensas folias. Todos tremiam quando se aproximava, porque ele caminhava com a coroa das pedras preciosas da terra, debaixo da sua sandália.

ComponentesDentro da caixa do jogo, irás encontrar os seguintes componentes:

» Este livro de Regras
» 1 Tabuleiro do Jogo
» 2 Cartões, contendo:
- 11 Fichas de Saqueador
- 56 Fichas de Aventuras
- 20 Fichas de Licitação
- 32 Fichas de Ouro
- 14 Fichas de Feitiçaria
- 14 Fichas “Crom, count dead!”
- 4 Marcadores de Pontos de Império
- 1 Ficha de Jogador Inicial
» 7 Dados da Sorte
» 6 Dados de Confronto
» 168 Figuras de Plástico em 4 conjuntos. Cada conjunto inclui:
- 18 Unidades de Exército
- 6 Emissários
- 9 Torres
- 9 Fortalezas
» 1 Figura de Conan
» 1 Marcador do destino do Conan
» 165 Cartas de Jogo:
- 27 Cartas de Aventura
- 12 Cartas de Objectivo
- 37 Cartas de Estratégia
- 84 Cartas de Reino (21 para cada reino)
- 3 Cartas de Artefacto
- 1 Carta Bónus Conan
- 1 Carta de Jogador Conan
» 4 Folhas de Consulta

Tabuleiro do jogo
O tabuleiro do jogo descreve os reinos Hyborian e as terras à sua volta. Durante o decurso do jogo, os jogadores esforçam-se por conquistar esses territórios, através do poder militar e manobras políticas.

Fichas de SaqueadorEstas fichas são usadas para representar o tumulto causado pela pilhagem e saque do Conan numa Província.

Fichas de LicitaçãoOs jogadores usam estas fichas para licitar pelo controlo do Conan no início de uma aventura.

Fichas de Aventura
As fichas de aventura são usadas para representar a monstruosidade dos Combates do Conan, a mulher que ele encontra e os tesouros reivindicados durante as suas aventuras. Os jogadores coleccionam isto durante o decurso do jogo e usam-nas para realizar vários objectivos e reivindicar artefactos lendários.

Fichas de Ouro
As fichas de ouro são usadas para representar o ouro dos jogadores, durante o jogo.

Fichas de Feitiçaria
As fichas de feitiçaria são usadas para representar os poderes mágicos que o jogador tem ao seu dispor, durante o jogo.

Fichas “Crom, count the dead!”
Os jogadores recebem estas fichas quando ganham batalhas contra outros jogadores. O jogador que coleccionar mais fichas, recebe um bónus no final do jogo.

Marcadores de Pontos de Império
Os jogadores usam isto para registar quantos pontos eles têm acumulado no trilho dos pontos de império.

Ficha do Jogador Inicial
Esta ficha é usada para identificar o jogador que realiza a primeira vez de jogar, quando começamos uma nova era.

Dados de Sorte
Os jogadores lançam estes sete dados para determinar as acções que eles podem realizar, durante o jogo. Cada dado tem um série de símbolos, e cada símbolo corresponde uma acção que um jogador pode realizar na sua vez de jogar.

Dados de Confronto
Os jogadores lançam estes seis dados para resolver confrontos durante o jogo.
Figuras do Exército
Estas figuras pormenorizadas, representam os exércitos dos quatro reinos da Hyborian.

Figuras de EmissáriosEstas peças de plástico pormenorizadas representam os emissários diplomáticos dos quatro reinos Hyborian.

Marcadores de Controlo:
Fortaleza e TorreOs jogadores usam os marcadores de controlo de fortaleza e de torre para indicar quais as províncias do tabuleiro do jogo, que assumiram o controlo, através de meios militares ou diplomáticos.

Figura do Conan
Esta figura é usada para marcar a localização actual do Conan no Tabuleiro do jogo.

Marcador do Destino do ConanEste marcador é usado para marcar o destino do Conan no tabuleiro do jogo, durante as suas aventuras.

Cartas de Aventura
Estas cartas representam as aventuras do Conan por todos os reinos Hyborian. As aventuras do Conan ditam, por quanto tempo dura o jogo, assim como afectam os jogadores de outras maneiras.

Cartas de Objectivo
Estas cartas representam os objectivos políticos e militares dos reinos Hyborian. Cada carta providencia um objectivo e um bónus de pontos de império ao jogador ou jogadores que o alcancem.

Cartas de Estratégia
Estas cartas podem ser usadas pelos jogadores para modificar os seus lançamentos em confrontos militares ou intriga, e são também usadas pelos jogadores, quando eles licitam para o controlo do Conan, durante uma aventura.

Cartas de ReinoCada reino Hyborian tem o seu próprio baralho de cartas. Este representa as personagens especiais, unidades militares, eventos e poderes místicos, que estão à disposição do reino.

Cartas de ArtefactosEstas cartas representam três poderosas relíquias atribuídas aos jogadores, durante o jogo, concedendo-lhes benesses poderosas.

Carta Bónus ConanDurante o jogo, esta carta é atribuída ao jogador com a menor pontuação, providenciando-lhe uma capacidade bónus.

Carta de Jogador Conan
Esta carta é dada ao jogador que controla o Conan, durante uma das suas aventuras, e indica as capacidades especiais que este papel acarreta.

Bem-vindoBem-vindo ao mundo do Conan, o herói bárbaro criado por Robert E. Howard. O Age of Conan é um jogo de tabuleiro de estratégia que permite a cada jogador controlar um dos quatros maiores reinos da Era Hyborian.

Os jogadores combatem com exércitos, feitiços e intriga para conquistar os seus inimigos e fazer dos seus reinos os mais poderosos do mundo. Contudo, só um irá ganhar a lealdade do mais poderoso de todos os heróis - Conan, o Cimério.
Objectivo do jogo
No Age of Conan, até quatro jogadores competem por construir, o mais poderoso império de Hyborian, usando o poder militar e alianças políticas para ganhar sobre as províncias neutrais e subjugar os seus oponentes. A força do império de um jogador é determinada através dos pontos de império que ele acumula, através das províncias subjugadas e satisfazendo os objectivos do jogo. No final do jogo, o jogador com mais pontos de império, é o vencedor.
Visão Geral do JogoNo Age of Conan, os quatro maiores reinos da Era Hyborian estão a expandir agressivamente as suas fronteiras e influência, competindo para se tronarem no mais poderoso reino da era. Usando exércitos e emissários, guerras e intriga diplomática, cada reino esforça-se por alcançar o domínio sobre os seus vizinhos.

Enquanto isso, Conan o Cimério, o famoso herói bárbaro, vagueia dum lado para outro na Hyboria ocidental. A sua simples presença pode perturbar as conspirações cuidadosamente preparadas e mudar a tendência das batalhas, e nenhum reino pode verdadeiramente controlar as suas acções. Contudo, um governante hábil, irá guiar o Conan, para que a sua presença desoriente as acções dos reinos oponentes, em vez do seu próprio reino.

Mais cedo ou mais tarde, depois do Conan ter enfrentado muitas aventuras e os quatro maiores reinos Hyborian terem conquistado imenso território da Hyboria ocidental, o jogo termina. O reino mais poderoso ganha e irá dominar o mundo por muito tempo. No entanto, o Conan tem ainda um último papel a desempenhar. Um reino pode tentar coroar Conan como o seu rei, e se for bem sucedido, esse reino tem uma boa chance de dominar os seus rivais. Contudo, sê prevenido, o Conan é selvagem e imprevisível, e o preço a pagar pelo falhanço na tentativa de o coroar, é enorme.


Termos Importantes

Existem vários termos importantes, envolvidos na preparação e no modo de jogar o jogo de tabuleiro.
» Um reino é a província inicial de um jogador. Existem quatro reinos no Age of Conan: Aquilonia, Stygia, Turan e Hyperborea. Um reino também é referenciado como sendo uma “província natal”.
»Uma província amigável é qualquer província neutral, que um jogador conquista ou com quem faz uma aliança. A província natal do jogador é também considerada como sendo amigável.
» Uma província inimiga é qualquer província que é amigável para os outros jogadores.
» Uma província neutral é qualquer província que nem é amigável, nem inimiga.
» Uma província selvagem é indicada através de ossos cruzados, por debaixo da sua cotação, e representa uma região bárbara que só pode ser conquistada por um jogador. Os jogadores nunca podem formar alianças com as províncias selvagens.
» Uma província costeira é uma província que partilha uma fronteira com o Mar Ocidental ou com o Mar Vilayet.

Existem também diferentes tipos de marcadores de controlo que são posicionados nas províncias durante o jogo.

» Um jogador posiciona uma fortaleza numa província que tenha conquistado através de um confronto militar.
» Um jogador posiciona uma torre numa província com quem se tenha aliado, através de um confronto de intriga.
» No decurso de um jogo, um jogador pode construir uma cidade numa província amigável. Isso é indicado, posicionando um fortaleza numa província amigável, e de seguida posiciona uma torre em cima da fortaleza.
Para mais informações, sobre confrontos militares e de intriga, consultar a página 15, para mais informações sobre construções de cidades, consultar a página 20.
Nota: Um jogador nunca posiciona um marcador de controlo, de que tipo seja, na sua província natal.
A principal fatia do tabuleiro do jogo, é o mapa dos reinos Hyborian. O mapa está dividido em quatro áreas principais. Cada área está subdividida num número de territórios, denominados de províncias.
» O Norte é constituído pelas províncias roxas, rodeando Hyperborea.
» O Este é constituído pelas províncias amarelas, rodeando Turan.
» O sul é constituído pelas províncias verdes, rodeando Stygia.
» Hyboria central é constituída pelas províncias vermelhas, rodeando Aquilonia.

Os quatro reinos estão marcados com símbolos especiais. Eles carecem de trilhos de campanha e de cotações de províncias (o que outras províncias têm – ver a seguir).

Cada província que não é um reino, contém uma sequência de símbolos, referenciados como sendo um trilho de campanha. Cada símbolo retracta um certo tipo de terreno. Os trilhos de campanha são usados em certos tipos de confrontos militares.

Cada província tem um valor numérico, uma cotação de província. Isto representa a resistência da província para a intriga e a sua força militar. Esta cotação é também usada para determinar quanto ouro e quantos pontos de império vale uma província.

Se uma província fizer fronteira com o mar, é considerada como costeira.

Se o ícone de ossos cruzadas aparecer por detrás da cotação da província, a província é uma província selvagem.


Modo de Jogar

O Age of Conan é jogado ao longo de três eras. Cada era, consiste em quatro aventuras de Conan.

Durante a sua vez de jogar, um jogador pode ter a oportunidade para remover fichas de aventura do trilho da aventura e para mover a figura do Conan para diferentes localizações no tabuleiro do jogo. Quando todas as fichas de aventura no trilho da aventura forem removidas, a aventura termina. De seguida, os jogadores resolvem a aventura antiga, tiram uma nova aventura do baralho de aventura, e continuam a jogar.

Quando todas as quatro aventuras do baralho de aventura forem resolvidas, a era termina. Os jogadores participam numa série de actividades conhecidas como a fase de mudança de era, criam um novo baralho de aventura, e começa a era seguinte.

No final da terceira era, ou se um jogador encarregar-se de coroar Conan como o seu governante do reino, o jogo termina e os jogadores determinam quem é o vencedor.


A vez de Jogar e os dados da sorte
Cada aventura é intercalada por uma variedade de jogadas dos jogadores.
No início do jogo, o jogador Conan é o primeiro a realizar a vez de jogar, seguido pelo jogador à sua esquerda, e assim em diante, em volta da mesa. Se o modo de jogar for interrompido, devido ao final de uma aventura ou a uma fase de mudança de era, o jogador que realizaria a próxima vez de jogar, recebe a ficha de primeiro jogador. Uma vez recomeçado o modo de jogar, o jogador com a ficha de primeiro jogador realiza a primeira vez de jogar e o modo de jogar continua como é normal.

A vez de jogar de um jogador normalmente consiste em duas etapas:

1) Joga e Renova as cartas “Play-on-the Table” (joga em cima da mesa)
Certas cartas de reino, referenciadas como sendo cartas “play-on-the-table”, só podem ser jogadas ou renovadas no início da vez de jogar de um jogador. No início da sua vez de jogar, um jogador pode jogar e renovar tantas destas cartas quantas ele é capaz.

2) Usa um Dado da Sorte
Os jogadores escolhem um dado da sorte da provisão dos dados da sorte e realizam a acção mostrada no dado da sorte que seleccionou.

A Provisão dos Dados da Sorte
No Age of Conan, as acções que um jogador pode realizar, durante a sua vez de jogar, é determinado pelo lançamento dos setes dados da sorte. Cada lado do dado da sorte, tem um símbolo representativo de uma acção que um jogador pode realizar, durante a sua vez de jogar.
No início do jogo, o jogador Conan lança todos os sete dados da sorte. Os dados são posicionados na secção da provisão dos dados da sorte do tabuleiro do jogo, sem alterar os seus resultados. De seguida, começando com o jogador Conan e prosseguindo no sentido dos ponteiros do relógio, os jogadores realizam a sua vez de jogar.

Durante a vez de jogar de um jogador, o jogador tem de escolher um dado da sorte e realiza a acção indicada nesse dado. De seguida, o dado é removido da provisão dos dados da sorte e não pode ser usado por outro jogador, Cada jogador só pode escolher um dado da sorte, durante a sua vez de jogar.

Quando a secção da provisão de dados da sorte fica vazio, o jogador cuja vez de jogar é a seguir, volta a lançar todos os sete dados, posicionando-os na provisão conforme foi feito anteriormente, escolhe um deles, e realiza a acção correspondente. Se o modo de jogar for interrompido devido ao terminar de uma aventura ou a uma fase de mudança de era, deixa quaisquer dados da sorte não usados na provisão. Quando o modo de jogar for reiniciado, estes dados tem de ser usados, antes dos dados da sorte serem novamente lançados.


Fim do Jogo

O jogo pode terminar de duas maneiras
- Quando a 4ª aventura da terceira era é completada, o jogo termina quando o jogador actual completa a sua vez de jogar.
- No final de qualquer aventura da terceira era (incluindo a última), o jogo termina, se um dos jogadores faz uma tentativa (bem sucedida ou não) de coroar Conan como o governante do seu reino (ver “Coroar Conan” a seguir.


Estamos perante um jogo onde existe uma grande variedade de possíveis combinações estratégicas.
Devemos consolidar todas as nossas conquistas ou alianças com reforços de unidades militares, para não sermos apanhados desprevenidos pelos nossos adversários.
Temos de estar atentos ao Conan, ele é um factor de desequilíbrio, em várias situações do jogo.
É um jogo ao estilo do “Conquest of Empire”, com uma história diferente e com mecanismos diferentes no que diz respeito ao modo de jogar.
A atribuição do Conan através de uma licitação, está interessante, dando mais elementos para um jogador ponderar, uma vez que isso implica desfazer-se de uma carta e de fichas de licitação, que só podem ser recuperadas, uma vez no jogo, através da ficha “0”. Mas essa situação, provoca que uma licitação seja praticamente perdida pelo jogador para recuperar as fichas que já jogou.
Ser o jogador que controla o Conan tem várias vantagens, uma das quais, é de posicionar fichas de saqueador nas províncias dos nossos adversários, as quais, podem vir a provocar a perda de pontos aos nossos opositores, obrigando-os a perder unidades dos seus exércitos.
È importante observar os objectivos expostos, para identificar um que possamos realizar, antes da fase de mudança de era, mas também devemos ter atenção à recompensa desse objectivo, para verificar se vale ou não a pena a sua concretização.
A construção de fortalezas ou cidades é importante, para que possamos aumentar as nossas tropas de forma gratuita, durante a fase de mudança de era.
A troca de fichas de aventura por ouro e feitiçaria, também é importante, principalmente, o ouro, que pode ser utilizado para jogar ou renovar cartas e para adquirir unidades de exército, emissários e cartas, durante a fase de mudança de era.
As fichas de aventura são importantes para a obtenção de artefactos e a carta bónus do Conan.
Para ganhar o jogo é preciso ser o jogador com mais pontos de império, para concretizar este objectivo, é crucial conquistar províncias para receber os pontos de império da cotação da província conquistada, e ter cartas de objectivo.
No final do jogo há um bónus extra para o reino mais rico, para quem tem mais fichas “Crom, count dead!” e mais fichas de aventura.
Outra forma de contribuir para a vitória no jogo, é coroar Conan com o governante do reino, mas esta opção é muito arriscada (isto só pode ser feito durante a terceira era).
As possíveis opções que um jogador pode realizar na sua vez de jogar, depende do lançamento dos 7 dados da sorte. Estes dados são lançados e os resultados obtidos, são as acções disponíveis para todos os jogadores. Este mecanismo está interessante e original.
Em suma, estamos perante um “War Game” que tem mais do que simples lançamentos de dados de combate, em que a feitiçaria traz um pouco de fantasia ao jogo.
Um jogo que necessita de uma leitura completa às regras do jogo, antes de começar a jogar. Pode parecer ao início, um pouco complicado, mas tudo acaba por resumir-se a dois passos na tua vez de jogar:
1) Jogar e Renovar cartas
2) Usar um dado da sorte.
Claro que, depois deste dois passos tens variadíssimas consequências, mas nada de complicado, após uma leitura atenta às regras do jogo.
Este jogo não tem a grandiosidade do tabuleiro do “Conquest of Empire”, mas as suas dimensões são razoáveis.
A caixa do jogo acomoda bem todos os componentes do jogo, ao contrário do “Conquest of Empire”. Para aqueles que gostam de tudo perfeitamente acondicionado, não vão dispensar a compra dos pequenos sacos de plástico para colocar todas as fichas do jogo.
As Miniaturas estão bem concebidas e engraçadas, mas não percebo a razão dos emissários de Hyperborea, não estarem a cavalo como todos os outros, evitando dessa forma alguma confusão na distinção com as suas unidades militares.
Uma chamada de atenção para a qualidade das fichas do jogo, são feitas de um cartão duro e grosso.
Não percebo, como um jogo com esta produção, não fornece um simples saco opaco para colocar as fichas, que são tiradas de forma aleatória.
Cada jogador tem o seu próprio baralho de cartas, apesar de não ser original, enquadra-se bem no jogo.
Não sendo um jogo com muitas novidades, está interessante, tem qualidade e acredito que venha a ser um sucesso de vendas.
Quem gosta de jogos como o “Conquest of Empire”, “American Civil War”, “Napoleon in the Europe”, entre outros, e quem gosta de jogos que exigem a ponderação de várias variáveis possíveis para uma tomada de decisão, vai com toda a certeza gostar do “Age of Conan”.


Vídeo de apresentação do jogo




dreamwithboardgames
Regras do Jogo Site Oficial
BoardGameGeek Comprar o Jogo
As regras em Português estão disponíveis na Divercentro
Entrevistas
Roberto Di Meglio Francesco Nepitello


Paulo Santos
Paulo Santos
Paulo Santos
Maria Constança Silva