BARRAGOON - Wiwa Spiele


http://www.wiwa-spiele.de/

Um emocionante jogo de estratégia para 2 jogadores de Robert Witter e Frank Warneke, a partir dos 8 anos.

MATERIAL
1      Instruções jogo
1 Tabuleiro
32 Peças Barragoon Pretas   
7      Fichas Brancas
7 Fichas Castanhas

PREPARAÇÃO DO JOGO
Os jogadores tiram à sorte a cor com que cada um joga.
As 14 fichas e as primeiras 8 peças Barragoon são acomodadas no tabuleiro nas suas posições iniciais. A. As restantes 24 peças Barragoon são posicionadas junto ao tabuleiro. São adicionadas no decurso do jogo.

MODO DE JOGAR
Ambos os jogadores usam as suas habilidades táticas para mover as suas fichas e organizarem as peças Barragoon para lhes possibilitar capturar todas as fichas do seu oponente ou para impedir a progressão do seu oponente. Um jogador perde quando não consegue mover qualquer ficha.
Começa o jogador com as fichas brancas, movendo uma das suas fichas brancas.
Os jogadores revezam-se para jogar.

MOVER UMA FICHA
Uma ficha move-se do seu espaço de partida para o seu espaço de destino. O espaço de destino conta como parte do movimento no entanto o espaço de partida não conta.
Uma ficha pode ser movida em qualquer direção na horizontal ou vertical. Não pode ser movida na diagonal.
Uma ficha só pode mudar de direção por um ângulo de 90 graus, uma vez durante um movimento. Não tens permissão em virar mais do que uma vez ou mudar de direção por 180°!
Uma peça Barragoon pode ser atravessada durante um movimento, se a direção indicada pelo símbolo virado para cima o permitir. O espaço ocupado pela Barragoon conta quando atravessado.
Se a peça Barragoon forçar o usuário a virar, essa mudança de direção conta como parte do movimento. Por outras palavras não é possível virar outra vez, antes ou depois dessa peça Barragoon como fazendo parte do movimento.
Não podes saltar sobre as tuas próprias fichas ou das fichas do teu oponente.
Não podes capturar as tuas próprias fichas, usando uma das tuas próprias fichas.

CAPTURAR UMA FICHA
Se uma ficha terminar num espaço ocupado por uma ficha oponente durante um movimento completo, ela captura essa ficha.
Se o jogador A (e.g. branco) capturar uma ficha pertencente ao jogador B (e.g. castanho), então a ficha pertencente ao jogador B é removida do tabuleiro. O jogador A pega em duas das peças Barragoon posicionadas ao lado do tabuleiro e dá uma delas ao Jogador B.
Ambos os jogadores guardam as suas peças Barragoon na sua mão (para garantir que não se esquecem de posicionar a peça Barragoon). Agora, o Jogador B posiciona primeiro a sua peça Barragoon num espaço do tabuleiro à sua escolha. Agora, o Jogador A também posiciona a sua peça Barragoon num espaço vazio no tabuleiro, à sua escolha.

CAPTURAR UMA BARRAGOON
Se uma ficha terminar num espaço ocupado por uma Barragoon durante o movimento completo captura essa peça. A peça Barragoon capturada é imediatamente posicionada pelo mesmo jogador num outro espaço vazio do tabuleiro.

FIM DO JOGO
O jogo termina quando no seu turno, o jogador não tem mais fichas disponíveis ou as que restam não podem ser movidas.



Há muito que procurávamos obter um exemplar do jogo. Fizemos pesquisas na net, mas grande parte das lojas online não o tinham ou estava esgotado. Como não nos damos facilmente por vencidos, tentámos uma última tentativa junto da editora do jogo. Ficámos irradiantes quando obtivemos uma resposta positiva por parte Wiwa Spiele.
Pouco tempo depois, o jogo estava na nossa mão. Não criamos acreditar, finalmente tínhamos conseguido realizar o nosso desejo. Não foi possível aguentar muito sem abrir a caixa e observar o seu conteúdo, e traduzir as regras do jogo, com o objetivo de jogá-la, o mais breve possível.
A caixa está bem ilustrada. Dá todas as indicações visuais do tipo de jogo que se encontra dentro dela. Não podia ser mais explícita. É uma caixa que atrai à vista, dá vontade de lhe pegar, tocar e de a abrir. Quando abrimos a caixa encontrámos um livro com as regras em várias as línguas, infelizmente o Português não teve essa honra.
Temos um tabuleiro q.b., talvez pudesse ter uma ilustração no verso e uma espessura maior.
O Interior da caixa tem apenas uma divisória central. É suficiente para acomodar todos os componentes do jogo. Estes vêm dentro de um saco de plástico, que pode ser reaproveitado para guardar as peças do jogo, após cada jogatina. As peças do jogo são de qualidade (em madeira) e as suas ilustrações são de bom nível de precisão, grafismo e pintura. Dá gosto de observá-las e pegá-las.
As regras do jogo são fáceis de perceber. Aconselhamos uma leitura sem grandes preocupações, porque qualquer dúvida que se possa ter, é dissipada quando começamos a jogar o jogo.
Umas das primeiras observâncias que se tira nas primeiras jogadas do jogo, é que de facto as peças Barraggoon são o elemento central do jogo. Devem ter toda a nossa atenção, porque são um elemento importante, ou talvez essencial para o nosso objetivo, capturar as fichas do nosso adversário. É certo que as setas das peças Barragoon podem direcionar o movimento das fichas adversárias, dificultando lhe a vida, se forem bem posicionadas, tendo em atenção a colocação global das fichas no tabuleiro. É importante ter essa perceção global, para não posicionar uma peça Barragoon à mercê de ser capturada, tirando assim, todo e qualquer proveito estratégico dela. É bom ter em atenção o bloqueio que uma peça Barragoon tem sobre uma ficha de dois espaços. Uma Barragoon com uma cruz para cima também é um bom bloqueio, desde que posicionada com perspicácia, face à realidade global das fichas adversárias. A colocação de várias peças Barragoon seguidas também é um bom bloqueio à progressão das fichas adversárias.
Por aqui se pode constatar a riqueza que este jogo tem. As regras são simples, mas a criatividade e originalidade dos autores, fez com que existam enumeras estratégicas possíveis para fazer face a cada turno, tornando-se num jogo muito emocionante, cativante e muito atrativo. Não fica nada atrás de um jogo de Xadrez ao nível da dificuldade no sentido positivo.
A mecânica idealizada pelos autores é muito interessante e muito rica na sua própria evolução, criando uma boa interação entre os jogadores, parecendo por vezes que o jogo ganha vida própria. Talvez estejamos perante um dos melhores jogos do género.
Quem gosta de jogos de estratégia abstrata, tem aqui um jogo que não vai dar, com toda a certeza, o tempo como perdido e correndo o risco de ficar viciado.
Recomendamos vivamente este jogo. Foi o melhor jogo, que jogámos este ano, até ao momento. O Barragoon é com toda a certeza um dos jogos mais originais do género. A jogabilidade e a interação é excelente. O seu preço está de acordo com a sua qualidade, vale o investimento.



Tema/Objectivo









7
Mecânica/Regras









8
Componentes/Artwork









6
Jogabilidade/Interacção









9
Estratégia/Dificuldade









8
Duração/Diversão









9
Originalidade/Criatividade









8
Preparação/Começar a jogar









9
Caixa do jogo/Apresentação









7
Preço/Vale o Dinheiro









10
Apreciação Global8,1



dreamwithboardgames
Robert WitterWiwa Spiele
Frank WarnekeBoardGameGeek


Paulo Santos
Paulo Santos
Paulo Santos
Maria Constança Silva
Carla Bispo
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Carcassonne: A Torre - Devir

http://www.devir.pt/
Uma expansão de Carcassonne de Klaus-Jürgen Wrede, para 2 a 6 jogadores a partir dos 8 anos de idade.

Carcassonne: A Torre é ainda outra expansão do fantástico e viciante jogo de tabuleiro. A Torre é exatamente aquilo de que estão à espera – uma Torre que cai na mesa de jogo e que serve para… algo? A sério? Embora não pareça ter grande utilidade, a titular torre mostra-se imponente e pelo menos chama à atenção dos que passam – é tipo uma enorme Torre de Jenga, mas menos divertida! E a história da Torre? Bem, ao que parece os senhores decidiram construir torres de vigia que também funcionam como prisões – algo como uma certa torre de uma famosa cidade, mas com pormenores menos grotescos. Será que a Torre ser erguerá como uma fantástica expansão? Ou será apenas mais um bloco de cartão no canto da nossa estante? Vamos descobrir – bem, vocês vão, pois nós já o fizemos antes de escrever isto…
Os Senhores do Reino decidiram começar a construir torres, para poderem vigiar os seus inimigos e aprisionar os seus seguidores. As Torres permitem capturar os meeples adversários ortogonalmente e tornam-se numa nova camada de proteção e numa nova arma de ataque contra os adversários.

Componentes
» 18 peças de cenário
» 30 peças de torre, em madeira
» 1 distribuidor de peças de cenário, em forma de torre

Preparação
Baralham-se as 18 novas peças de cenário, tal como no jogo base, e colocam-se no distribuidor, com a face para baixo. A Torre é então colocada ao alcance de todos. De seguida, distribuem-se as peças de torre em madeira pelos jogadores (2: 10; 4: 7; 5: 6… etc.), que as colocam à sua frente.
 
É grande, mas a sua utilidade é limitada.

Ao longo do jogo
As regras de colocação de peças de cenário são idênticas às do jogo original, é indiferente se é uma peça de cenário normal ou se contém os alicerces de uma torre. Quando o jogador termina a colocação, pode escolher uma de quatro ações: colocar um seguidor (base), colocar uma das peças de torre em quaisquer alicerces de torre, colocar uma peça de torre sobre outra já colocada ou colocar um seguidor (da sua área) no topo de uma torre, fechando-a.

Colocar peças de torre e fazer prisioneiros
Quando coloca uma peça de torre de madeira, o jogador pode aprisionar um dos seguidores adversários, mas apenas se ele se encontrar numa linha ortogonal que começa no espaço da torre. O alcance varia consoante a altura da torre.
 Como raio é que se sobe para o 2º andar?

Colocar um seguidor no topo de uma torre
Quando um jogador coloca um seguidor no topo de uma torre, esta é fechada e não pode ser aumentada. O seguidor fica lá até ao final do jogo, não podendo ser aprisionado ou devolvido ao seu jogador.

Troca de Prisioneiros
Se os jogadores tiverem, ambos, um prisioneiro adversário, podem fazer uma troca direta e reaver o seu respetivo seguidor. Um jogador também pode pagar para reaver o seu seguidor, mas isso custa-lhe pontos de vitória (e oferece alguns ao adversário).

Análise ao Jogo
Receção
Novamente, Carcassonne é um jogo tão conhecido que é difícil não ter jogado, visto ou tropeçado em alguma edição aqui ou ali. É um daqueles jogos de tabuleiro que se tornou mainstream e que agora já conseguimos começar a odiar! Quer dizer, nós não, mas de certeza que muita gente já se encontra farta do pequeno jogo que conseguiu. É por isso que uma expansão aqui ou ali é algo bastante interessante, pois acaba por injetar nova vida a um clássico fantástico.
Vá lá, é uma Torre! Claro que queremos experimentar um jogo que tem uma torre gigante. O Camel Up é 150% mais interessante porque tem uma Pirâmide… e Carcassonne tem uma Torre! Embora não seja a expansão mais completa e mais apetrechada, pelo menos queremos experimentar.
Tema/Objetivo
Oh não… o terrível senhor do outro lado da cidade construiu uma torre para aprisionar… ah… alguém? Da última vez que vimos, Carcassonne era tudo menos um jogo que envolvia tortura – exceto quando se joga com pessoal agarrado ao telemóvel. Mas a sério, a Torre acaba por entrar no “contexto” do jogo, embora não haja grande desenvolvimento do que devemos fazer com ela, a não ser, como é claro, fazer uso das suas capacidades de remoção de direitos humanos (meeplanos?).
Com a adição d’A Torre, Carcassonne torna-se um jogo em que, para além de construirmos pacificamente a nossa cidade, podemos aprisionar os meeples adversários, o que acabar por, como é claro, prejudicar os nossos adversários.
Mecânica/Regras
A Torre adiciona apenas uma regra nova – a Torre (óbvio), mas esta influencia o jogo de várias formas:
Construir uma Torre
As novas peças trazem uma ilustração dos alicerces de uma torre, e permitem que uma torre seja erigida nesse mesmo espaço. Ao longo dos turnos, os jogadores vão fazendo crescer as torres, até que conseguem aprisionar os meeples adversários (mais sobre isto de seguida).
Aprisionar Meeples
Para dar alguma utilidade à torre para além de fazer sombra, o jogador pode aprisionar os meeples adversários que se encontram em linhas ortogonais (cujo alcance depende da altura da torre) e cujo jogador está distraído ou é particularmente azarado. Isto acrescenta um fator de estratégia e de sacanice que ainda não tinha sido visto anteriormente neste jogo, e que apreciámos bastante! Estes prisioneiros podem ser trocados mais tarde.
 
 Mais andares, mais poder… mais tortura!

Tapar a Torre
Quando um jogador quiser fechar uma torre, pode fazê-lo abdicando de um meeple que é colocado no topo da mesma. Esta ação previne futuros “ataques” mas também faz com que o jogador tenha menos um seguidor para escravizar.
 “I’m the King of the World…”

Componentes/Artwork
As peças são, como já seria de esperar, similares às do jogo-base, apenas apresentando uma nova ilustração que representa os alicerces de uma torre (e uma peça que apresenta uma ponte que atravessa uma cidade).

 Um exemplo de ótimo planeamento o urbano!

Este jogo também se faz acompanhar de uma torre construída em cartão, que é muito bonita e é um bibelô bastante interessante. Fora isso, a sua utilidade é criar um jogo mais arrumado, tendo espaço para guardar as peças de terreno. É de notar que a torre é particularmente bem construída, sendo bastante difícil de a deitar abaixo acidentalmente. Finalmente, o jogo contém também um conjunto de madeira que formam as torres. Estas são simples mas encaixam na imagem do jogo, não sobressaindo demasiado.
Jogabilidade/Interação
Tal como na Princesa e o Dragão, a Torre traz um elemento de interação que faz com que Carcassonne se pareça mais com um jogo e menos com um simulador de construção de cidades online – onde a interatividade é bastante limitada. A função base da torre – aprisionar meeples adversários - faz com que o jogo promova o pensamento calculista e a malícia antes de cada jogada. Afinal de contas, a partir de agora é necessário procurar o melhor lugar onde colocar uma torre e aprisionar os adversários.
Estratégia/Dificuldade
As alterações que este jogo traz são talvez mais simples que as regras do jogo base. Não é necessário ler e reler regras para compreender o que seja, tudo é simples (por vezes até demasiado) e fácil). Contudo, embora as regras sejam fáceis de compreender, isso não significa que a sua aplicação não influencie drasticamente o jogo.
 
No mundo de Carcassonne não existem diagonais…

A colocação das peças de terreno torna-se agora um elemento crucial do jogo, algo que deve ser explorado ao máximo para poder tirar partido das “linhas de ataque” que as torres providenciam. A colocação inteligente de uma peça de torre pode destronar um jogador num abrir e fechar de olhos.
Originalidade/Criatividade
Honestamente, esta não é a expansão mais original, e podia ter sido mais desenvolvida, ficando por vezes a saber a pouco. A regra das torres é uma adição interessante que modifica o jogo mas não é tão empolgante como um dragão a devorar princesas (era assim? Na nossa cabeça é!!!). Para nos fazer gastar mais umas dezenas de euros nesta expansão, talvez algo mais fosse interessante.
Preparação/Começar a Jogar
Na boa tradição de Carcassonne, começar a jogar é tão simples como abrir a caixa. A torre até já vem montada portanto a única coisa que é necessário fazer é colocar as peças na mesma, abrir o saquinho de plástico com as torres de madeira, discutir qual a melhor forma de tirar as peças e… é isso. Podemos começar!
Caixa do Jogo/Apresentação
Bem, esta é uma caixa significativamente diferente, e a única razão é porque já traz uma torre construída dentro dela. Embora não seja fácil de arrumar, pelo menos é original! Lá dentro, a história é a mesma de sempre: cartão, instruções, peças e sacos de plástico – nada de muito novo.
Um dos aspetos que mais apreciámos nas expansões de Carcassonne é a forma como todas se integram com o jogo base. O grafismo é similar, e nunca destoa do original, o que cria um sentimento de imersão e nos permite usar mais que uma expansão, nunca sentindo que algo não faz parte.
Preço/Vale o Dinheiro
Na MasQueOca esta expansão vende por 16,25€, o que, para o que esta oferece em termos de “coisas” e “coisas para fazer”… ah… fica um pouco aquém das expectativas. Pelo menos quando comparada com as restantes expansões. É uma ótima forma de mudar o jogo e encaixa perfeitamente no cenário que se vai construindo, mas, honestamente, sabe a pouco.
Conclusão/Duração/Diversão
Carcassonne: A Torre é uma expansão que traz um pouco mais de vida ao jogo original. Todavia, as suas próprias limitações fazem com que nos deixe com ainda mais fome. É mais bem apreciado quando combinado com as restantes expansões e, por isso, aconselhamos a compra de pelo menos mais uma quando adquirirem a Torre.


Tema/Objectivo









5
Mecânica/Regras









7
Componentes/Artwork









7
Jogabilidade/Interacção









7
Estratégia/Dificuldade









8
Duração/Diversão









6
Originalidade/Criatividade









6
Preparação/Começar a jogar









9
Caixa do jogo/Apresentação









7
Preço/Vale o Dinheiro









6
Apreciação Global6,8


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Paulo Santos
Diogo Silva
Paulo Santos