The Great Fire of London 1666 - Medusa Games



Um jogo de Richard Denning para 3 a 6 jogadores, a partir dos 12 anos, com a duração entre 80 a 120 minutos.


Setembro de 1666. Um padeiro descuidado de Pudding Lane esqueceu-se de apagar o seu forno, o que originou um incêndio que se propagou, criando um cenário dantesco que viria a destruir 13.000 casas e viria a fazer com que 70.000 dos 80.000 mil habitantes de Londres ficassem desalojados. O Lorde Presidente de Câmara não reagiu a tempo e o combate ao fogo ficou nas mãos de grupos treinados das milícias (*) comandadas por uns poucos notáveis, que tentaram finalmente apagá-lo. Para fazerem isso tiveram de decidir quais os bairros a demolir para que outros fossem protegidos. Estes mesmos indivíduos são os proprietários de grande parte de Londres, pelo que fazer tais escolhas é doloroso. Embora no final seja uma oportunidade para muitos - alguém vai sair disto com a maioria das suas propriedades intactas e alguém irá ser reconhecido por ter feito mais para combater o incêndio. Será que alguém tem a influência e a popularidade suficiente para se tornar no próximo Presidente da Câmara?

(*) Os “Trained Bands” (Grupos Treinados) eram regimentos locais da milícia, organizados numa base de condados (bairros). O sistema foi inaugurado durante o reino da rainha Elizabeth I para a defesa do reino.


COMPONENTES
• 120 Casas, 20 em cada cor
• 12 Peões, 2 em cada cor
• 6 Cartas de Jogador
• 24 Cartas de Objectivo
• 60 Cartas de Movimento do Fogo
• 20 Fichas (10 Cargas de demolição, 6 Movimento Doble, 4 “1” VP)
• 65 Cones Vermelhos de Fogo
• 6 Cones Pretos de Grupo Treinado da Milícia (*)
• Tabuleiro e Livro de Regras
• 1 Herói de Londres
• 6 Cartas de Pilha de Fogo


O TABULEIRO
O tabuleiro mostra um mapa de Londres em 1666. Este está dividido em bairros a norte do Rio Tamisa que podem ser devorados pelo fogo e por outras áreas que o fogo não pode tocar – pastagens e campos. Cada bairro tem entre 1 a 5 símbolos de casa, o que indica quantas casas se poderão posicionar aí. Os campos a verde-claro não contêm qualquer casa.
Os bairros estão separados uns dos outros por linhas que representam ruas, pelo Rio Fleet e pelas antigas muralhas da cidade. Há um grande bairro no mapa sombreado a vermelho que mostra onde se encontra o fogo no início do jogo. Isto é Pudding Lane e os bairros em seu redor. De notar que o mapa está dividido em 4 regiões, cada uma delas identificada pela cor dos bairros que a compõe (roxo, azul, verde e laranja). As setas coloridas de ligações entre os bairros indicam como o fogo se pode mover e são da mesma cor que as setas que aparecem nas cartas de movimento do fogo, assim como da bússola impressa no tabuleiro. O símbolo das setas cruzadas, formando um santor indica que nesse lugar o fogo pode mover-se em qualquer das 4.
Os bairros cujos estandartes têm um fundo vermelho são objectivos a proteger, que irão corresponder às cartas que irão ser dadas aos jogadores. O número dentro de um círculo nesses bairros indica quantos Pontos de Vitória (VP esse bairro vale.

VISÃO GERAL DO JOGO

Os jogadores são senhores abastados e representam quem detém as propriedades na cidade de Londres. Eles podem usar os grupos treinados para combater o incêndio, utilizar cargas de demolição para destruir quarteirões de casas para prevenir que o fogo se propague ou podem fazer-se de despercebidos e deixar que o fogo se propague e danifique as propriedades dos seus rivais. Os Pontos de Vitória (VP) são obtidos por cada casa de um jogador que sobreviva, pelo que a vitória pode pertencer ao jogador com mais propriedades no final do jogo, mas apagar fogos também dá Pontos de Vitória e aumenta a pontuação final. Além disso cada jogador irá ter três objectivos secretos: zonas importantes e edifícios históricos, cuja sobrevivência dá mais Pontos de Vitória. Uma boa combinação entre combater o incêndio, permitir que este se propague para as casas dos rivais, os objectivos e o proteger o mais possível as suas propriedades, tornará possível a vitória no jogo.


MODO DE JOGAR
O jogo desenrola-se por turnos. O turno de cada jogador é constituído por:

1) Propagar o Fogo
O fogo começa no bairro de Pudding Lane identificado no mapa como a zona vermelha.

«Carta de Fogo»
Cada carta mostra uma seta e uma direcção na bússola. A cor da seta coincide com as ligações desenhadas no tabuleiro. Como uma ajuda à orientação a carta fogo tem 4 símbolos em volta da carta. Estes também estão presentes na borda do tabuleiro. Podes virar a carta para que os símbolos da carta coincidam com a orientação do tabuleiro. O Rio Tamisa também aparece nas cartas.
O jogador em acção escolhe um espaço que tenha pelo menos dois cones de fogo e move um cone ao longo de tantos bairros conectados, quantos os desejar, em qualquer direcção à sua escolha. Contudo, quando o cone de fogo deixa o último espaço em fogo e sai para um bairro sem fogo esse último movimento tem de ser na direcção indicada na carta. Quando entra num bairro sem fogo, pára.

Também podes propagar o fogo a bairros que se tocam apenas por uma esquina e que estão conectados diagonalmente. Isto está indicado pelo símbolo de santor (setas cruzadas).

Uma carta Norte também pode propagar o fogo a Noroeste (NW) ou Nordeste (NE); uma carta Este também pode propagar o fogo para Nordeste (NE) ou Sudeste (SE); uma carta Sul também pode propagar o fogo para Sudeste (SE) ou Sudoeste (SW); e uma carta Oeste também pode propagar o fogo para Sudoeste (SW) e Noroeste (NW).

«Usar uma ficha de movimento doble»
Se o jogador que tenha coleccionado uma das fichas marcadas com duas setas nas costas, pode jogá-la ao mesmo tempo que joga uma carta de jogo. Isto faz com que o fogo se movimente para dois novos bairros (mais um do que o movimento normal). O jogador irá escolher e mover DOIS cones de fogo nesse turno.

Movimento Prioritário do Fogo
O jogador escolhe qual o cone de fogo que irá mover. Depois de o fazer tem de seguir as Regras da Prioridade do Fogo.

Movimento do Fogo para Novos Bairros
Se houver um cone de grupo treinado no bairro que não está a apagar o fogo – isto é, que não está em cima de um cone de fogo – então posiciona de imediato o cone de grupo treinado em cima de um cone de fogo acabado de chegar ao bairro. O fogo ainda não devorou as casas e os bravos soldados estão a conseguir controlá-lo.
Se não houver nenhum cone de grupo treinado disponível para conter o fogo ou aqueles que estão presentes já estão a conter outros fogos, então as casas começam a arder.
Se o número de cones de grupos treinados num bairro é igual ou excede o número de cones de fogo, então esse incêndio está controlado e o fogo não pode propagar-se a partir ou através desse bairro. Mas novos fogos podem mover-se para o bairro o que poderá significar que o fogo deixou de estar controlado.
O fogo nunca se pode propagar para os campos a verde-claro.

Danos Provocados pelo Fogo
Se como resultado da fase do fogo o incêndio propagar-se a novos bairros (e não há grupos treinados suficientes nesse bairro para o controlar) remove todas as casas desse bairro e coloca-as no trilho da pontuação do tabuleiro do jogo. Cada casa do jogador que é devorada pelo fogo significa que esse jogador irá perder 2 VP.

Receber Fichas
Se o fogo mover-se para um novo bairro que contenha uma ficha e destruir as casas nesse bairro, então o jogador pode tirar a ficha, olha para ele e posiciona-o com a face para baixo à sua frente. Há 3 tipos de fichas:
- Símbolo de Cargas Explosivas. Podes usar esta ficha como uma carga de demolição
- Símbolo de Movimento Doble
- Símbolo 1 VP

2) Efectuar Acções
Os jogadores têm 4 pontos de acção por turno. Estes podem ser gastos em:
a) Mover o peão de proprietário por 1 ou mais espaços pelo custo de 1 ponto por espaço.
b) Mover um cone de grupo treinado por 1 ou mais espaços pelo custo de 1 ponto por espaço.
c) Apagar o Fogo

Demolir um Bairro
Se um jogador tiver pegado numa ficha com um símbolo de barril de pólvora, pode usá-la nesta fase do mesmo turno ou em qualquer turno mais TARDE, como uma acção GRATUITA que não consome pontos de acção.

3) Tirar uma Carta de Fogo (e possivelmente intensificar o incêndio)
O jogador tira uma nova carta de Fogo, para que a sua mão tenha novamente 5 cartas. Se tirar a última carta do baralho e a Carta Pilha de Fogo for revelada, acontece a “Intensificação do Fogo”.

Intensificação do Fogo
Um total de três cones de fogo é adicionado ao tabuleiro. Estes três cones podem ser adicionados a qualquer bairro ou bairros excluindo Pudding Lane com um fogo não controlado, desde que o número total de cones de fogo no(s) bairro(s) não exceda o número original das casas do bairro, mais 2.
Quando a última acção de “Intensificação do Fogo” tenha sido completada, os jogadores jogam mais um turno. Os jogadores irão acabar o jogo com 4 cartas na mão.

CONTROLAR O FOGO
Os Grupos treinados podem controlar o fogo. Quando se movem para um bairro em chamas, cada grupo treinado pode “controlar” 1 cone de fogo. Posiciona o grupo treinado em cima do cone de fogo.
Se o número de cones de fogo exceder o número de cones de grupo treinado o incêndio não está controlado e o fogo pode propagar-se a partir e através do bairro.
Se o número de cones de grupo treinado for igual ou exceder o número de cones de fogo, o fogo está controlado e as chamas não se podem propagar a partir ou através do bairro.


FIM DO JOGO
O jogo contínua por turnos até um jogador tirar a última carta do baralho. A seguir, os jogadores têm mais um turno. Quando o último jogador tiver completado o seu último turno, o jogo termina. Isto significará que cada jogador tem ainda 4 cartas por jogar na sua mão.

PONTUAÇÃO
Cada jogador conta os seus Pontos de Vitória (VP). Cada jogador terá colocado as suas casas queimadas na parte inferior do tabuleiro do jogo no trilho da sua cor. Cada casa irá cobrir um espaço de 2 VP, fazendo perder ao jogador 2 pontos de vitória por cada casa queimada ou demolida.
Os jogadores removem as casas do trilho da pontuação à medida que registam pontos de vitória. Se pontuarem um número ímpar de pontos, vira uma casa de lado para indicar que pontuaram um 1VP antes do último número visível.
Se pontuarem mais do que 40 VP, podem começar novamente do lado direito do trilho, adicionando 40 aos pontos mostrados.
Os jogadores ganham 1 ponto de vitória por cada cone de fogo apagado.
Agora, cada jogador revela as suas cartas de objectivos e pontua os VP indicados se os bairros na carta tiverem sobrevivido. Um bairro é considerado como tendo sobrevivido, se ainda tiver casas. Se tiver um cone de fogo não controlado ou cones ou está vazio, então não sobreviveu.
Os jogadores ganham 1 VP por cada “Ficha 1 VP” que detenham.
O jogador que detiver a Carta Herói de Londres ganha 2 VP.
No caso de empate o jogador que apagou mais fogos e como tal tem mais cones de fogo à sua frente, ganha o jogo. Se o empate prevalecer, então o jogador que ganhou mais pontos através das cartas de objectivos é o vencedor. Se o empate ainda se mantiver, então o jogo é considerado como sendo um empate.


A caixa do jogo está bem ilustrada, só é pena que não haja divisões no interior para acomodar os muitos componentes do jogo. Não se assustem quando abrirem a caixa do jogo e depararem-se com um grande saco cheio de peças – centenas. Todos eles são precisos e podem estar descansados não é um jogo pesado ou complicado.
O tabuleiro do jogo tem uma dimensão acima do normal, não tão grande como o London 1888. Faço esta comparação apenas e só, porque ambos os tabuleiros retratam as ruas de Londres. No The Great Fire of London temos apenas os bairros a norte do Tamisa.
A ilustração do tabuleiro está aceitável. Os grafismos utilizados para ajudar o posicionamento dos cones pretos são perceptíveis, assim como as pinturas de fundo dos estandartes com os nomes dos bairros, que identificam certas situações do jogo e da sua preparação.
A preparação do jogo é um pouco demorada, isto porque temos de posicionar todas as 120 casas no tabuleiro do jogo. Este posicionamento nas 4 regiões coloridas em que está dividido o tabuleiro, é feita em 4 series diferentes de posicionamento, ou seja, as casas são colocadas 30 de cada vez. Sendo cada uma dessas series constituídas por 5 casas de cada cor. A mistura das casas é feita na tampa da caixa do jogo. Acho que seria muito mais prático a utilização de um saco em tecido, como acontece noutros jogos para situações idênticas de tirar objectos de forma aleatória. Não era 1 saco em tecido que iria aumentar o custo de produção do jogo.
O tema e o objectivo do jogo encaixam-se muito bem. O tema utilizado neste jogo poderia parecer difícil de concretizar, mas o autor conseguiu fazê-lo de uma forma original e até criativa, com a utilização de cones pretos que se colocam em cima dos cones de fogo para simular o controlo do incêndio.
Os componentes do jogo são de qualidade. As ilustrações das cartas estão a um bom nível. Os grafismos que as cartas têm e que coincidem com os grafismos que encontramos no tabuleiro, não só ao nível do design, mas também através das cores coincidentes, facilitam muito à dinâmica do jogo e à percepção dos movimentos que podemos fazer.
As regras estão bem apresentadas e explicadas, bastando uma leitura para ficarmos a perceber toda a mecânica do jogo.
È certo que quando jogamos o jogo pela primeira vez, principalmente na colocação dos cones pretos no tabuleiro (grupos treinados) e do nosso peão de proprietário, ficamos um pouco à deriva sobre qual a melhor estratégia a seguir. Contudo, após o primeiro jogo e com o desenrolar do mesmo, vamos facilmente perceber qual será a melhor estratégia para o posicionamento das peças na preparação do jogo. Isto porque temos de ter em atenção as cartas de objectivos que recebemos no início do jogo (um pouco ao estilo do Risco).
O The Great Fire of London não é um jogo cooperativo como se poderia pensar do tema que aborda. Temos de tentar salvar as nossas casas, cumprir os nossos objectivos e sempre que possível incendiar as casas dos nossos adversários e tentar apagar alguns fogos, pois tudo isto dá pontos de vitória.
A forma encontrada para ir registando os pontos ao longo do jogo está criativa, não sendo preciso utilizar qualquer componente extra para o fazer. As próprias casas devoradas pelo fogo vão fazendo diminuir a nossa pontuação, à medida que estas são retiradas dos bairros e são posicionadas no trilho da pontuação.
Não te esqueças de tentar ser o herói de Londres, apagando o maior número de fogos, pois recebes pontos extras no final do jogo.
O jogo tem muita estratégia que tem de ser bem planeada em função das constantes mudanças das variáveis que vão sendo criadas à medida que o jogo avança. O que torna o jogo interessante e muito estimulante de jogar.
Foi um jogo que tive o prazer de traduzir para a Medusa Games. Consegui juntar o útil ao agradável, uma vez que se tratava de um jogo que queria adquirir desde das primeiras notícias do seu lançamento.
É um jogo que vale a pena jogar e ter na nossa colecção. É diferente, já que aborda um tema que talvez ninguém se lembraria de transpor para um jogo de tabuleiro.
Quem gosta de jogos relacionados com catástrofes naturais, como o “The Downfall of Pompeii”, vais gostar deste jogo.
A maior penalização que o The Great Fire of London tem na sua avaliação é o facto de não ter divisórias no interior da caixa do jogo para acomodar os seus componentes.


Tema/Objectivo









9
Mecânica/Regras









8
Componentes/Artwork









7
Jogabilidade/Interacção









8
Estratégia/Dificuldade









7
Duração/Diversão









8
Originalidade/Criatividade









8
Preparação/Começar a jogar









7
Caixa do jogo/Apresentação









6
Preço/Vale o Dinheiro









8
Apreciação Global7,6


dreamwithboardgames
Richard DenningMedusa Games
Comprar o JogoBoardGameGeek




Vídeos sobre o jogo:





Paulo Santos
Paulo Santos
Paulo Santos
Maria Constança Silva


Jogos a Preços Reduzidos - Divercentro


1º Leilão


Battles of Napoleon
Dust Tactics
Preço no Inicio do Leilão
59,95
Preço no Inicio do Leilão
59,95



O dreamwithboardgames tem o prazer de apresentar mais uma iniciativa desenvolvida em parceria com a Divercentro. Com esta iniciativa vais poder comprar jogos a preços reduzidos. Independentemente do número de jogos que comprares os portes para Portugal são fixos: 5,5 euros. Para outros países os portes são os normais de acordo com o peso da encomenda.

• Durante 30 dias vamos colocar a leilão 1 exemplar de um ou mais jogos a um preço muito reduzido. Todos os jogos são novos e selados.

• Só tens de fazer uma licitação sobre o jogo, isto é, dizer quanto estás disposto a pagar pelo jogo, sendo que essa licitação tem de ser superior ao valor inicial apresentado.

• Periodicamente vamos actualizando o valor da proposta vencedora, para que possas voltar a fazer outra licitação.

• Quem vencer o leilão, para além de ganhar o jogo, tem a opção de compra de mais jogos com descontos (iguais ou diferentes daquele que ganhou no leilão, assim haja em stock), pagando o 2º jogo com um desconto de 18% sobre o PVP, o 3º jogo com um desconto de 15% sobre o PVP e 10% de desconto sobre o PVP para além do 3º jogo (arredondamentos para baixo).

• Sempre que o desconto aplicado sobre o PVP for superior ao preço de venda de outra campanha já em vigor na Divercentro, aplica-se sempre o preço mais mais baixo.

• Para beneficiares dos descontos tens que fazer uma única encomenda juntamente com o jogo ganho no leilão.

• Para fazeres uma licitação por favor escolhe o jogo:

Battles of Napoleon - Fantasy Flight Games

Dust Tactics - Fantasy Flight Games


Boa Sorte!





Eleição do Jogo do Ano de 2011





Vota e escolhe um jogo da Mesaboardgames como prémio!


1. Para poder participar no passatempo da “Eleição do Jogo do Ano de 2011”, cada participante só tem de aderir ao facebook da Mesaboardgames e ao facebook do dreamwithboardgames.

2. No facebook da Mesaboardgames escreve um texto sobre o jogo que gostaria de receber de entre os jogos disponíveis no site da Mesaboardgames, explicando a razão dessa escolha.

3. No facebook do dreamwithboardgames vota nos três jogos de que gosta mais, sendo que o primeiro recebe 3 pts, o segundo 2 pts e o terceiro 1 pt. Podem escolher qualquer jogo que faça parte da base de dados do BGG.

4. Qualquer post no facebook deve começar com “Eleição do Jogo do Ano de 2011:”. A seguir deve escrever:
• No facebook da Mesaboardgames – “Gostaria de receber o jogo…”. De seguida escreve o texto, de acordo com o ponto 2.
• No facebook do dreamwithboardgames – escreve o nome dos 3 jogos pela ordem da sua preferência, de acordo com o ponto 3.

5. Todos os meses a Mesaboardgames escolhe um dos textos publicados entre o dia 1 e o dia 30/31 desse mês, atribuindo ao vencedor o jogo escolhido. Esta escolha é efectuada pela Mesaboardgames na primeira semana seguinte ao fim do mês.

6. Atenção que só será escolhido um texto publicado no facebook da Mesaboardgames, se o participante tenha realizado a votação no facebook do dreamwithboardgames.

7. Os participantes podem escrever vários textos por mês, mas só podem fazer uma única votação por mês.

8. Não existe qualquer restrição geográfica para participar neste passatempo. Contudo, a Mesaboardgames só suportará os portes de envio para Portugal. Os participantes de outros países terão de suportar os portes de envio.

9. Os resultados das votações serão publicados na página do dreamwithboardagames para eleição do jogo do ano de 2011.

10. O passatempo tem início a 11 de Março de 2011 e terminará a 31 de Dezembro de 2011.



Boa Sorte!








Entrevista com António Marcelo



dreamwithboardgames
António Marcelo

Como nasceu a ideia que levou à criação do “Galaxia S.A.”?
O rascunho do Galáxia surgiu numa ideia de entrar num concurso (nem me lembro qual foi agora). Falei com o Flávio (Flávio Jandorno) para participarmos e começamos a desenvolver o jogo. O projecto mudou tanto de rumo que não mais pensamos em participar do concurso e sim arriscarmos o jogo comercialmente. Ficamos quase 2 anos em idas e vindas até que o projecto ficou meio de lado, frente a outros projectos que surgiram. De repente surgiu a oportunidade de apresentá-lo e finalmente fechamos um contrato de publicação no Brasil com a Tóia Brinquedos . Nesse meio termo que o jogo ficou em descanso, aproveitamos e testamos novas regras. O jogo ganhou uma nova arte, com o talentoso artista brasileiro Marcelo Bissoli (na realidade retomamos um contacto feito na RPGCON de 2009, um evento de RPG aqui no Brasil), e estamos agora com o Galáxia SA.

Como define o “Galaxia S.A.”?
Um cardgame económico que tem uma temática espacial (adoro ficção científica) e que reúne diversas mecânicas que conseguimos na nossa opinião, concatenar muito bem. Exige raciocínio, uma boa estratégia e é um jogo que não é difícil de aprender, Acho que as pessoas irão se divertir bastante a mesa.

Qual é a data prevista para o lançamento do jogo na Europa?
De acordo dom nossa editora na Europa, a Runadrake, a previsão inicial é em ESSEN 2011.

Onde é que vai buscar as ideias para os seus jogos? Começa pela mecânica ou pelo tema?
Minhas ideias vem de todo o lugar : livros, quadrinhos, filmes, documentários e boas conversas com os amigos. Normalmente eu e o Flávio começamos pelo tema, e depois vamos trabalhando em mecânicas que achamos adequadas ao mesmo. Neste ponto temos um trabalho de profunda reflexão e testes sobre o que estamos fazendo, para evitarmos qualquer tipo de problema ou criarmos um “frankstein” de tabuleiro.

Em que tipo de mecânica prefere focar o processo de desenvolvimento dos seus jogos?
Não existe um foco, cada caso é um caso em nossos produtos. Existe na realidade um “estudo” do público que queremos atingir para podermos fazer um produto que agrade o mesmo. Acho que quando pensamos num jogo, vem logo a cabeça a imagem de pessoas tendo a experiência de jogar nossos jogos. Nós tentamos “enxergar com os olhos do jogador” e reproduzir exactamente o que eles irão sentir em uma partida. Tem funcionado muito bem até agora.

O desenvolvimento de um jogo envolve várias fases – criação, edição, testes e publicação – qual é a que mais lhe agrada? Porquê?
Criação e testes (apesar que estamos envolvidos em todas as fases). Neste momento estamos no máximo de nosso trabalho criativo, ou seja o 1% de inspiração. Os testes são muito importantes pois os contactos que temos com os jogadores são muito preciosos. O resto é trabalho duro de quebrar pedras, os famosos 99% de transpiração de muitos projectos.

Que nível de sorte considera aceitável nos seus jogos?
Não gosto de jogos onde a sorte seja um factor preponderante (caos total), ou então o que chamo de jogo “laboratório” do qual não existe sorte alguma. Gosto de uma coisa muito equilibrada, onde a sorte é mais um factor de jogo, não sua base. A sorte não irá definir um vencedor, mas irá auxiliar num determinado momento aquele que está realmente jogado bem. Isto para mim é uma coisa que me faz jogar sempre um mesmo jogo.

Como se define a si próprio como criador de jogos?
Nossa uma pergunta que ninguém nunca me fez. Desde que eu me entendo por gente sempre gostei de criar jogos, inicialmente para mim e depois para as pessoas. Adoro o que faço, acho é uma das paixões de minha vida. Se eu não fosse game designer, acho que seria uma pessoa muito frustrada.
Hoje estou feliz pois eu e o Flávio estamos entrando no selecto clube de “autores publicados” e esperamos que o público goste de nosso trabalho. Para definir numa frase : apaixonado pelo que faço.

A sua família e amigos participam na sua aventura de criação de um novo jogo?
Tanto a família como os amigos. Suzana, minha esposa, não é jogadora de boardgames (ela adora videogames e jogos online), mas ela me apoia e dá dicas muito interessantes sobre certas coisas, além de críticas certeiras em pontos que me passam muitas vezes despercebidos. Meus amigos são sem sombra de dúvida outro factor muito importante no processo, pois na sua maioria possuem uma cultura lúdica muito vasta e dão dicas preciosas em muitos de nossos playtestes (desde setups de jogo e até melhorias na jogabilidade). Acho que esta combinação faz com que as coisas aconteçam. É uma química perfeita.

Joga apenas de vez em quando ou os jogos são parte integrante do seu quotidiano?
Os jogos fazem parte de meu quotidiano, não só como designer, mas academicamente. Trabalho numa escola técnica aqui no Brasil, onde ensino Cultura de Jogos, Game Design e Desenvolvimento de jogos analógicos. Também estou realizando diversas pesquisas académicas na área e pretendo orientar me futuro mestrado na área de lúdico e educação. Eu basicamente vivo e respiro jogos(rs).
Mas ultimamente tenho jogado pouco, pois o processo de criação tem realmente consumido muito tempo. Hoje jogo em dois encontros mensais que temos aqui no Rio de Janeiro, para conhecer as novidades e encontrar os amigos. Este contacto mesmo que menor agora, me é muito precioso, pois sempre acaba vindo alguma ideia na mesa.

Qual o seu jogo favorito? Qual o tipo de jogo que mais gosta?
Bom em termos de Eurogames, tenho como uma referência o Power Grid do Friese, acho um jogo elegante ao extremo. Em termos de Wargames (dos quais são uma das minhas raízes em termos de jogador), continuo achando o Squad Leader da antiga Avalon Hill, um dos meus jogos preferidos. E não posso esquecer de um dos jogos que em ocasiões especiais sempre está na minha mesa da sala : o Twilight Imperium 3.

Gosto actualmente de jogos de gerenciamento de recursos/economia, bem estratégicos, com factor sorte reduzido e com um bom contexto histórico. São jogos que me ajudam em muito no processo de criação e acabam me dando uma satisfação enorme numa mesa de jogo. Também gosto de um bom wargame das antigas SPI e Avalon Hill, que alimentam o meu espírito Grognard .

Que prefere: jogar ou criar jogos?
Como disse anteriormente nosso tempo anda curto (eu e Flávio estamos trabalhando em mais dois jogos nossos que serão lançados no Brasil, na feira de Brinquedos Abrin em Abril deste ano), eu particularmente tenho jogado menos. Adoro jogar e criar, ambas actividades se complementam, mas como cada vez mais a actividade de criação vem me envolvendo, o tempo de jogar ficou muito reduzido.

Segue, com especial atenção, algum criador de jogos?
Recentemente eu ando acompanhando o Pierluca Zizzi (Criador do Caligula), um autor que me agradou e virei seu fã. Descobri que ele tem um jogo chamado La Difesa de Agarthi, do qual fiquei curioso, por se tratar de um de seus primeiros. Mas claro que sempre que posso dou uma olhada nos “clássicos”: jogos do Friedemann Friese, bem como o Stefan Feld e do Martin Wallace.

Agora queria pedir permissão só para falar que também acompanho uma companhia de jogos, que sou fã (peço mil desculpas ao meu editor Europeu, mas é o lado jogador falando neste momento...) : a Queen Games.

Eu adoro os jogos da Queen e os autores publicados por esta empresa. Não existe até hoje um jogo que eu tenha comprado ou jogado, do qual não tenha gostado. É uma empresa que realmente tenho uma admiração profunda e estou sempre olhando as novidades.

Tem outro emprego, ou é um criador de jogos a tempo inteiro?
Além de criar jogos como disse antes sou professor de... jogos ! Eu lecciono no Núcleo Avançado de Ensino (Nave) aqui no Rio de Janeiro, uma escola técnica estadual que forma adolescentes em três cursos distintos: programação de jogos, multimídia e roteiro para mídias digitais. Tenho a oportunidade de estar sempre com os mais jovens e dar uma visão bem profissional sobre o assunto em sala de aula.

Quando é que se apercebeu que criar jogos era o seu sonho?
Desde pequeno sempre gostei de jogar e criar coisas novas para os jogos que eu jogava. Sempre tive uma paixão enorme por escrever/criar e vi que os jogos poderiam proporcionar isso. Descobri que este era o caminho que queria seguir e hoje estou conseguindo trilhá-lo!

Obrigado pela entrevista.
Queria agradecer por esta oportunidade de estar falando aqui para vocês! Espero que em breve o Galáxia SA esteja em suas mesas de jogo!




Galaxia S.A
Designer: Flavio Jandorno - Antonio Marcelo
Artist: Marcelo Bissoli
Publisher: Brinquedos Toia - Riachuelo Games