Ilium - Playroom Entertainment

Um jogo de Reiner Knizia para 2 a 4 jogadores, a partir dos 8 anos e tem a duração aproximada de 35 minutos.
Objectivo do jogo:Posicionar estrategicamente as tuas equipas de arqueólogos para ligar os lugares de escavação e adquirir os artefactos mais valiosos.

Conteúdo:«» 1 Tabuleiro do Jogo
«» 50 Fichas de Artefactos:
- Moedas, Cavalos, Pulseiras, Potes e Capacetes (10 de cada);
- Cada tipo de artefacto tem duas fichas de valor 1, três fichas de valor 2, três fichas de valor 3, uma ficha de valor 4 e uma ficha com o valor 5;
«» 180 Figuras de Arqueólogos:
- Vermelhos, Amarelo, Verdes e Azuis (45 de cada);
«» 108 Cartas de Arqueólogos
- Vermelhas, Amarelos, Verdes e Azuis representando as equipas de arqueólogos (27 de cada);
- Em cada cor, 12 cartas têm o valor 1, 12 cartas têm o valor 2, e três cartas têm o valor 3;
«» 12 Cubos de Mantimentos (três em cada uma das cores);
«» 4 Cubos de Pontuação (um em cada uma das cores);
«» 5 Cartas de Historiador (um para cada tipo de artefacto);
«» 3 Marcas de Encerrado.
Para três e quatro jogadores: Posiciona o tabuleiro do jogo em cima da mesa. Ele descreve 13 Lugares de Escavação ligados por caminhos de pedras. Baralha as Fichas de Artefactos e posiciona-as de forma aleatória, com a face para cima, nos vários Lugares de Escavação. Posiciona em cada Lugar de Escavação, uma quantidade de fichas igual ao número Romano desenhado em cada um dos Lugares de Escavação. Cada lugar deve conter uma ficha de Artefacto por cada lugar que lhe está directamente ligado através de um caminho de pedra. Por exemplo, se um Lugar de Escavação tiver 4 caminhos ligados a si, deve conter quatro fichas de Artefacto.
Uma vez colocadas as Fichas de Artefactos nos Lugares de Escavação, arruma as fichas em função do seu valor, do mais pequeno para o maior (por qualquer direcção). Isto faz com que os valores mais baixos sejam mais fáceis de identificar.

De seguida, cada jogador escolhe uma cor e recebe nessa cor, 45 Figuras de Arqueólogos, 3 Cubos de Mantimentos, 27 Cartas de Arqueólogos e 1 Cubo de Pontuação.

Cada jogador baralha e posiciona as suas Cartas de Arqueólogos, com a face virada para baixo, em cima da mesa à sua frente. Assim se forma o Baralho de Arqueólogos de cada jogador.

Nota: Num jogo com quatro jogadores, cada jogador remove do jogo oito das suas Cartas de Arqueólogos: quatro de cada um dos valores 1 e 2. Posiciona as cartas removidas de regresso à caixa do jogo.

As Cartas de Historiador são baralhadas e dá uma, com a face virada para baixo, a cada jogador. Remove do jogo as Cartas de Historiador que sobrarem, sem olhar para elas. Cada jogador olha para a sua carta de Historiador, mas não a revela aos outros jogadores. As Cartas de Historiador (assim como as cores das Fichas de Artefacto) não têm qualquer relação com as cores dos jogadores. Estas cartas só irão ser reveladas no final do jogo (ver Fazer um Donativo).

Decide aleatoriamente quem irá ser o primeiro a jogar. O jogo prossegue no sentido dos ponteiros do relógio.

Preparação para 2 Jogadores: A preparação é igual à de cima, contudo, por cada tipo de artefacto, remove uma Ficha de Artefacto de valor 1, uma ficha de valor 2 e uma ficha de valor 3. Baralha estas 15 fichas, e posiciona uma, aleatoriamente, de regresso à companhia das outras Fichas de Artefacto. As outras 14 fichas são removidas do jogo. Os três Lugares de Escavação do lado esquerdo do tabuleiro não são usados e os caminhos de pedras até eles são ignorados. Posiciona uma Marca de Encerrado nestes lugares. Como consequência, os Lugares de Escavação ligados por caminhos com marcas de encerrado, devem conter menos fichas de Artefactos.

Modo de Jogar
Posicionar Arqueólogos – Cada jogador, na sua vez de jogar, revela a Carta topo do seu Baralho de Arqueólogos. De seguida, esse jogador pega numa quantidade das suas Figuras de Arqueólogo de madeira, igual ao valor indicado na Carta de Arqueólogo e posiciona-as em qualquer espaço vazio (um único) num caminho de pedra à sua escolha. Todo o grupo de Arqueólogos desenhado na carta tem de ser posicionado em conjunto num só lugar. Uma vez posicionadas as Figuras de Arqueólogos, não podem ser removidas.
Usar os Mantimentos: Um jogador também pode escolher posicionar um ou mais dos seus cubos para além do posicionamento das Figuras de Arqueólogos. Cada Cubo de Mantimentos é posicionado num espaço vazio diferente, mas todos as peças jogadas numa vez de jogar têm de ser sempre posicionadas no mesmo caminho. Um jogador não pode completar um caminho com um Cubo de Mantimentos sem posicionar as suas Figuras de Arqueólogo ao mesmo tempo. Se não existir espaço para posicionar as Figuras de Arqueólogo no caminho, o jogador simplesmente não posiciona o Cubo de Mantimentos.
Nota: É importante que reveles a tua Carta de Arqueólogo a todos os jogadores, no início da tua vez de jogar, para que todos possam ver o seu valor. Se quiseres planear a tua próxima jogada com antecedência, podes olhar secretamente, em qualquer momento, para a tua próxima carta do Baralho de Arqueólogos, mas só a revelas no início da tua próxima vez de jogar.
Desenterrar Artefactos
Quando um caminho de pedra é completamente preenchido com Figuras de Arqueólogos e/ou Cubos de Mantimentos, são desenterrados artefactos e reivindicados usando as seguintes regras:

O jogador com mais Figuras de Arqueólogos nesse caminho de pedra escolhe de um dos dois Lugares de Escavação ligados a esse caminho. Esse jogador tira qualquer uma das Fichas de Artefactos com o menor valor do lugar escolhido.

Se houver outro jogador com Figuras de Arqueólogos no caminho completado, e o jogador com o segundo maior total de Figuras de Arqueólogos nesse caminho, tiver, pelo menos, metade do número das figuras do jogador com a maioria de Figuras de Arqueólogos, então esse jogador habilita-se a tirar a Ficha de Artefacto com o valor mais baixo do outro Lugar de Escavação da ligação desse caminho.

Se o jogador com o segundo maior total não tiver, pelo menos, metade do número de Figuras de Arqueólogo, que o jogador com a maioria, então esse jogador não se habilita, e o jogador com o maioria de Figuras de Arqueólogo nesse caminho desenterra as Fichas de Artefacto de menor valor de ambos os Lugares de Escavação.

Empates: Se mais do que um jogador tiver o mesmo número de Figuras de Arqueólogo no caminho, o desempate é feito a favor do jogador que tem as Figuras de Arqueólogo em cima ou mais perto do espaço marcado com o símbolo da pá, em um dos extremos do caminho de pedra. Por isso, é sempre aconselhável em iniciar o posicionamento das Figuras de Arqueólogo nesse estremo do caminho de pedra.

Fim do jogo:
No final da vez de jogar de um jogador, esse jogador pode escolher em terminar o jogo, se todas as cinco Fichas de Artefacto com um valor de 4 (coloridas de forma diferente) tiverem sido desenterradas. Caso contrário, o jogo termina quando todas as Cartas de Arqueólogo tiverem sido usadas.
Fazer um Donativo:Agora, cada jogador revela as suas cartas de Historiador e o tipo de artefacto que a carta identifica. De seguida, cada jogador descarta a sua Ficha de Artefacto com mais artefactos do tipo indicado pela carta.

Pontuação:Cada jogador determina a sua pontuação, contando o número de Fichas de Artefactos que desenterraram, por cada tipo de artefacto: Moedas, Cavalos, Pulseiras, Potes e Capacetes.

O jogador com mais Fichas de Artefactos por cada tipo de artefacto pontua 10 pontos, independentemente da quantidade de artefactos desenhados nas fichas. Se existir um empate para o maior número de Fichas de Artefactos de um tipo em particular, os jogadores empatados, cada um deles, pontua 5 pontos, não importa quantos jogadores estão empatados.
Cada jogador também pontua 10 pontos por cada conjunto completo de todos os cinco tipos de artefactos.

Nota: Uma maneira fácil de pontuar os conjuntos, é determinar primeiro se um jogador tem, pelo menos, uma Ficha de Artefacto de cada tipo, depois de fazer o seu donativo. Se tiver, então o tipo de artefacto com o menor número de artefactos desenhados é o número de conjuntos completos pertencentes a esse jogador.
Cada jogador move os seus Cubos de Pontuação no trilho da pontuação em volta do tabuleiro do jogo, em um espaço por cada cinco pontos ganhos. O jogador com mais pontos ganha o jogo, No caso de um empate, o jogador empatado com o maior número de artefactos é o vencedor.


Variantes do Jogo
Expedições Estratégicas:

Cada jogador representa um Instituto de Arqueologia que usa equipas especiais de arqueólogos com uma única missão, serem os primeiros a descobrir os artefactos perdidos da antiga cidade de Ilium. Nesta variante, em vez de revelarem a carta top do teu Baralho de Arqueólogos, os jogadores podem escolher qual o valor da Carta de Arqueólogo a jogar, deste modo escolhem quantas Figuras de Arqueólogos vão colocar em cada vez de jogar. Uma vez usada uma carta, esta é removida do baralho do jogador para o que resta do jogo.

Jazigos:Cada Lugar de Escavação representa um jazigo antigo, onde os artefactos são guardados nas câmaras e passagens secretas. Durante o posicionamento inicial das Fichas de Artefacto, dispõe aleatoriamente as fichas pela ordem do valor mais baixo para o maior, como é normal. Uma vez posicionadas as Fichas de Artefactos, esta é a ordem segundo a qual elas têm de ser tiradas quando o jogo começa. Esta variante contradiz a regra de que, qualquer uma das Fichas de Artefacto com menor valor pode ser tirada, pelo jogador que desenterra os artefactos num Lugar de Escavação específico. Em vez disso, mesmo se existirem várias Fichas de Artefacto do mesmo valor, só aquela que está no topo pode ser tirada.
Um jogo ao estilo do “Via Romana”, mas com mais combinações ao nível da obtenção de pontos.
É muito importante coleccionar artefactos de todos os tipos para conseguir fazer conjuntos completos dos 5 tipos de artefactos. Cada conjunto vale 10 pontos no final do jogo.
Cada jogador tem de planear muito bem, a utilização dos seus cubos. Eles são apenas três e só devem ser utilizados para a obtenção de um artefacto muito importante.
Devem ser acauteladas as colecções de artefactos do tipo da nossa carta de historiador, porque o artefacto mais valioso desse tipo é doado no final do jogo.
No jogo, são várias as combinações possíveis, obrigando a uma constante atenção para que se consiga obter o maior número de pontos.
Estamos perante um jogo ao estilo de Reiner Knizia, regras simples, mas com muita estratégia à mistura, que obriga a uma atenção total, principalmente aos caminhos de pedra disponíveis e aos artefactos que ainda podem ser coleccionados.
A mecânica encontrada pelo autor para a recolha dos artefactos está original e muito interessante. Exigindo dos jogadores muita atenção e estratégias bem planeadas para que não fiquem de mãos vazias, ou pouco satisfeitos, depois de um caminho de pedra ter sido completado.
Nota negativa para a falta de espaços individuais para acomodar os componentes na caixa do jogo e também por não fornecer os sacos plásticos para guardar todo o material do jogo.
Posso dizer que este jogo me surpreendeu pela positiva. Pode não parecer à primeira vista, mas este jogo obriga a muita concentração.
Quem gosta de jogos como o “Via Romana”, “Thurn and Taxis” e “Ticket to Ride”, vai com toda a certeza gostar deste jogo.


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Site do AutorSite Oficial
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o jogo está disponível na Divercentro


Paulo Santos
Paulo Santos
Paulo Santos
Maria Constança Silva

Entrevista com Bruno Cathala


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Como nasceu a ideia que levou à criação do “Jamaica”?
O “Jamaica” foi uma história invulgar, uma vez que se tratou de um jogo “encomendado”. Isto significa que uma empresa (uma companhia de seguros) pagou-nos (ao Sebastien Pauchon, ao Malcolm Braff e a mim) para criar um jogo familiar para celebrar os seus 30 anos de existência! As únicas exigências que tínhamos, era criar um jogo familiar simpático e simples. Daí o facto de termos optado por criar um jogo de corridas. É fácil de perceber o que temos de fazer e os piratas foram também uma forma de introduzir desenhos engraçados no jogo.
Onde é que vai buscar as ideias para os seus jogos? Começa pela mecânica ou pelo tema?
Não tenho uma regra definida para isso. Por vezes surgem através do tema (Shadows over Camelot), outras vezes surgem da mecânica (Mr. Jack), mas após a primeira ideia, tento de imediato encontrar sempre uma relação entre as mecânicas e o tema.
Em que tipo de mecânica prefere focar o processo de desenvolvimento dos seus jogos?
Durante o desenvolvimento, prefiro concentrar-me na intuição dos jogadores… na interacção... elementos de bluff… estratégia… seja o que for… mas em alguma coisa que os absorva no jogo.
Quando é que se apercebeu que criar jogos era o seu sonho?
Quando tinha mais ou menos 18 anos e descobrir que existia vida para além do Risiko e do Monopoly!!! Nessa altura, descobri um jornal Francês (Jeux & Strategy) que me apresentou o mundo moderno dos jogos de tabuleiro. Eles organizavam todos os anos um concurso de criadores de jogos e o vencedor era publicado. Mas, nessa altura, não tinha nenhuma ideia… mas o sonho de ser um criador de jogos começou aí.
Que nível de sorte considera aceitável nos seus jogos?
Isso depende… na minha opinião, o factor sorte tem de estar relacionado com duração do jogo: quando mais curto for o jogo, mais sorte se pode introduzir no jogo. Mas é difícil de aceitar a vitória ou a derrota quando se obtém um 6 num dado, depois de se ter jogado 3 horas num jogo de estratégia.

Em quantos jogos trabalha ao mesmo tempo? Trabalha em vários projectos em simultâneo ou dedica-se apenas a um único?
Nesta altura estou envolvido em 5 projectos e tenho novas ideias para breve…
O que é que pode dizer sobre o projecto em que trabalha actualmente?
É difícil dizer alguma coisa… Eu gostaria de o fazer… mas, como sabem, os editores gostam de ser eles próprios a fazer os comunicados e não acho que seja uma boa ideia falar antecipadamente sobre os jogos…
Como se define a si próprio como criador de jogos?
Bom… eu não me defino a mim próprio… apenas me esforço sempre por criar o jogo que gostaria de jogar no momento… é uma forma egoísta! lol
É um criador solitário ou a família e os amigos participam no processo de criação de um novo jogo?
É uma mistura de trabalho solitário, testes com os amigos e crianças (13 e 15 anos) e sessões de testes com outros criadores (Serge Laget, Bruno Faidutti, Sebastien Pauchon, Malcolm Braff, Ludovic Maublanc, Antoine Bauza).
O desenvolvimento de um jogo envolve várias fases – criação, edição, testes e publicação – qual é a que mais lhe agrada? Porquê?
Gosto essencialmente do processo de criação… porque é sempre muito entusiasmante. E gosto do dia em que o jogo chega às lojas… porque estou sempre nervoso e com receio das reacções dos jogadores.

Joga apenas de vez em quando ou os jogos são parte integrante do seu quotidiano?
A vida é o jogo… mas o que não gosto neste jogo é de saber que se vai perder no final.
Com que frequência joga os seus jogos depois de serem publicados? Prefere jogar os seus ou os jogos de outros criadores?
Depende dos jogos. Por exemplo, eu jogo Mr. Jack todos os dias no hurricangames.com (pseudónimo bdm)... Também jogo o MOW várias vezes ao dia, porque os meus amigos me pedem, quando estamos a beber café depois de uma refeição. E o jogo que gosto mais é... aquele que gosto de jogar, não importa se trabalhei no jogo ou não.

Qual o jogo que mais gosta de jogar? Porquê?
Tzaar, Dvonn.... Na verdade gosto de jogos abstractos inteligentes e simples, como estes que referi. E penso que é uma pena que os editores não queiram publicar mais jogos deste tipo.

Qual o seu jogo favorito? Qual o tipo de jogo que mais gosta?
Bem… é difícil de responder… gosto de uma grande variedade de jogos.

Que prefere: jogar ou criar jogos?
Ambos…

Segue, com especial atenção, algum criador de jogos?
Não.

Tem outro emprego, ou é um criador de jogos a tempo inteiro?
Desde de 2004, sou um criador de jogos a tempo inteiro, depois de ter sido despedido do meu trabalho de engenheiro R&D na indústria...
Será que os jogos de tabuleiro podem ser usados para fins educativos?
Sim, podem ser um bom apoio.

Como evoluíram os seus jogos nos últimos anos? Que aprendeu sobre o que se deve ou não fazer no processo de criação dum jogo?
Não sei se há coisas a fazer ou não… mas penso que agora tento focar um jogo no mecanismo principal, tentando mantê-lo simples e atractivo, dentro de um ponto de vista estratégico.

Que pensa da actual crise económica? Irá afectar a venda de jogos?
Não tenho a certeza se irá afectar as vendas... A primeira coisa a sofrer uma quebra irá ser o orçamento para longas viagens, férias, etc… e se as pessoas permanecerem em casa, pode ser que tenham mais tempo para jogar!

Que conhece de Portugal?
Bom… se a resposta for Christiano Ronaldo.... O que ficarão a pensar de mim??; -))
Já esteve em Portugal?
Não… desculpa… Nunca tive oportunidade… mas gostaria de ter!

Muito obrigado por esta entrevista.
Muito obrigado pelo interesse, e parabéns pelo bom trabalho no teu site.

Jogos de Tabuleiro do Bruno Cathala:

Animalia - 2006
Atlas & Zeus - 2004
Boomtown - 2004
Chicago - 2007
Cleopatra and the Society of Architects - 2006
Dice Town - 2009
Drake & Drake - 2002
Drôles de Zèbres - 2004
Fils de Samarande - 2005
Flinke Feger - Die magischen Pentagramme - 2007
Helvetiq - 2008
Iglu Iglu - 2004
Jamaica - 2007
Jamaica: Extra Treasures - 2008
Kamon - 2007
Lawless - 2003
Mission: Red Planet - 2005
Mow - 2008
Mr. Jack - 2006
Mr. Jack Extension - 2007
Mr. Jack: The - 2006
Paparazzi - 2006
Queen's Necklace - 2003
Senji - 2008
Shadows over Camelot - 2005
Shadows over Camelot: A Company of Knights - 2005
Shadows over Camelot: Merlin's Company - 2008
Sir Bedivere, the 8th Knight of Shadows over Camelot - 2005
Stonehenge: Nocturne Expansion - 2008
Tomahawk - 2006
Tony & Tino - 2002
War & Sheep - 2002
Wicked Witches Way - 2006

Bruno Cathala Website


A tradução desta entrevista teve o patrocínio de: