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AXIO - Ediciones MasQueOca


http://www.masqueoca.com/tienda/
Um jogo de Reiner Knizia para 1 a 4 jogadores, a partir dos 8 anos com a duração de 40 minutos.

Componentes
1 Tabuleiro do Jogo
4 Tabuleiros de Pontuação
20 Marcadores de Pontos
100 Peças
4 Suportes de Peças
1 Bolsa de Pano
20 Pirâmides

Objetivo do Jogo
Cada jogador, no seu turno, coloca uma peça no tabuleiro de jogo, e pontua por todas as peças com a mesma cor que estejam em linha contínua, a partir da peça colocada. Os pontos são marcados no Tabuleiro de Pontuação. No final do jogo, compara-se a pontuação da cor com menos pontuação de cada jogador. O vencedor será aquele que tiver mais pontos na sua pior pontuação.

Modo de Jogar
1º Coloca-se uma peça no tabuleiro.
2º Pontua-se a peça acabada de colocar.
3º Colocam-se Pirâmides, caso seja possível.
4º Retiram-se peças até que se tenham 5.


A primeira peça de cada jogador deverá ser colocada adjacente a um dos espaços com símbolos coloridos do tabuleiro. Todos os jogadores colocam as suas peças em espaços diferentes.
A partir daí cada jogador coloca uma peça em 2 espaços vazios do tabuleiro.
Cada peça tem 2 partes (dois símbolos). Pontua-se cada uma dessas partes, nas 3 direções que saem para o exterior da peça. Não se pontua a direção que vai de encontro à outra metade da peça (para o outro símbolo da peça).
Regista-se 1 ponto por cada símbolo da mesma cor encontrado em cada direção (o símbolo da peça não conta).
Coloca-se uma pirâmide, caso exista um espaço vazio completamente cercado por peças e pontua-se 1 ponto por cada símbolo colorido adjacente à Pirâmide.
Se atingires os 18 pontos num símbolo colorido do Tabuleiro de Pontuação grita “Axio” e ganhas o direito a um turno extra.
Por fim, tiras peças do saco até voltares a ter 5 peças no suporte.

Fim do Jogo
Se não for possível colocar uma peça no tabuleiro, o jogo termina de imediato.
Os jogadores comparam a sua pior pontuação. O vencedor será aquele com mais pontos na sua pior pontuação.

Não pode haver maior satisfação do que abrir uma caixa de um jogo de tabuleiro editado internacionalmente e ter a possibilidade de encontrar dentro dela, regras na língua de Camões. A Ediciones MasQueOca, apesar de não ser uma editora sediada no nosso País, tem apostado no Português nos jogos que edita. É de louvar esta aposta, porque o mercado da língua Portuguesa tem vindo a tornar-se apetecível às editoras internacionais. A Ediciones MasQueOca é especial para nós, porque temos trabalhado com eles em vários projetos e a MasQueOca tem sido um dos nossos parceiros que há mais tempo colabora connosco. Foi graças a esta parceria que foi possível obter um exemplar do jogo.
Quando o jogo chegou às nossas mãos tivemos uma dupla satisfação, ter um jogo de Reiner Knizia e termos as regras traduzidas para Português.
Já algum tempo que andávamos debaixo de olho do Axio, e na primeira oportunidade tudo fizemos para realizar o nosso desejo.
A caixa do jogo tem divisórias individuais para acomodar todos os componentes do jogo. Estes são de qualidade. Foi bem escolhida a espessura do cartão utilizado em grande parte das peças do jogo. Os componentes que não são em cartão, como as pirâmides, os cubos, os suportes e o saco, também são de qualidade. Todos os componentes do jogo são bons ao toque. Não há nada melhor do que jogar um jogo de tabuleiro em que a sensação ao toque é satisfatória.
O design do jogo está q.b. Podemos dizer que são os indispensáveis ao bom funcionamento do jogo. O tabuleiro, como á habitual neste tipo de jogos abstratos, não tem necessidade de grandes trabalhos ao nível de grafismos, limitando-se a espaços pintados que delimitam o tabuleiro utilizável em função do número dos jogadores, e a pequenos espaços com símbolos coloridos para assinalar a colocação das primeiras peças em jogo. Todas as ilustrações disponíveis nos componentes do jogo cumprem na perfeição a sua função, contribuindo para a fluidez e interação do jogo.
O Axio é um jogo com regras que facilmente são compreendidas, imagem de marca de Reiner Knizia. O jogo pode ser jogado por todas idades, mesmo os mais novos conseguem facilmente perceber a mecânica do jogo, o que possibilita que o Axio possa ser disfrutado por toda a família e amigos. Contudo, requer muita atenção a tudo o que se vai passando em nosso redor, o mesmo é dizer, o que os nossos oponentes estão a fazer, tentando prever a sua estratégia em função da observação atenta do seu tabuleiro de pontuação. Esta observação é muito importante no jogo. Temos de ter a noção sempre presente das cores que cada jogador tem a sua pior pontuação. Não só para antecipar futuras jogadas dos nossos opositores, como para não colocarmos peças que possam ajudar os nossos adversários. Além disso, estar atento à pior pontuação de cada jogar ao longo do jogo, é importante, para que possamos comparar com a nossa pior pontuação e saber o que fazer com vista à vitória no jogo.
É certo que devemos ter em mente melhorar sempre a nossa pior pontuação, no entanto, conseguir alcançar os 18 pontos num símbolo colorido também ajuda a ter turnos extras, que podem ser bastante úteis na nossa estratégia. Já conseguir alcançar os 18 pontos em todos os símbolos coloridos para ganhar o jogo, nos parece uma missão mais difícil.
As pirâmides são uma boa fonte de pontuação, e se forem bem colocadas, poderão pontuar 4 símbolos coloridos diferentes ao mesmo tempo.
Acreditem que as piores pontuações podem chegar a níveis elevados. Quando jogámos o jogo pela primeira vez, o jogador A teve como pior pontuação 16 pontos, o B 11 pontos e o C 13 pontos. O tabuleiro ficou completamente preenchido, motivo pelo qual o jogo terminou e o jogador A venceu.
A regra que determina que a peça que jogamos não conta para a pontuação, torna o jogo interessante e desafiante, porque obriga-nos a pensar na melhor forma de colocar a peça para daí retirar a melhor pontuação possível nas três direções da pontuação, de cada uma das duas partes da peça.
O Axio jogado por jogadores experientes, neste tipo de jogos abstratos, tornam o jogo ainda mais desafiante, estratégico e competitivo. Contudo, se for jogado em ambiente familiar, sem grandes preocupações estratégicas, jogado para relaxar, também é muito divertido. O Axio adapta-se perfeitamente ao ambiente ou situação em que é jogado, ou no fosse uma criação de Reiner Knizia. Até pode ser jogado na sua opção para 1 único jogador.
O Axio é um jogo que recomendamos para fazer parte de qualquer coleção e muito bom para eventos relacionados com os jogos de tabuleiro.
Nós divertimo-nos imenso a jogar o Axio.
O Axio é um jogo na linha do Qwirkle. Quem gosta desse estilo de jogos vai adorar o Axio.

A edição Portuguesa/Espanhola pode ser adquirida no MasQueOca por um bom preço. Vale a pena o investimento.

Tema/Objectivo









7
Mecânica/Regras









7
Componentes/Artwork









6
Jogabilidade/Interacção









8
Estratégia/Dificuldade









7
Duração/Diversão









9
Originalidade/Criatividade









6
Preparação/Começar a jogar









9
Caixa do jogo/Apresentação









7
Preço/Vale o Dinheiro









9
Apreciação Global7,5


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Reiner KniziaEdiciones MasQueOca
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Paulo Santos
Paulo Santos
Maria Constança

QANGO - QANGO Verlag


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Um jogo de Klaus Burmester para 2 jogadores, a partir dos 7 anos, com a duração de 10 minutos.

Conteúdo:
1 Tabuleiro de jogo (impresso em ambos os lados) com 1 para o Jogo básico (QANGO 6) e 1 para o jogo avançado (QNAGO 7).
40 Peças de jogo

Objetivo do jogo:
Passo a passo, coloca as tuas peças numa das três possíveis posições vencedoras e evite que o teu oponente faço-o primeiro.

O tabuleiro:
O Tabuleiro de jogo consiste em 36 campos, três dos quais têm a mesma cor (com contorno). Portanto, existem 12 x 3 campos da mesma cor.

Como jogar:
Os jogadores revezam-se colocando uma peça de sua cor (branca ou preta) em qualquer espaço vazio no tabuleiro. Ganha o jogador que afete primeiro as suas peças nas seguintes condições:

-Três campos de uma cor ocupados: vermelho, amarelo, azul, verde, ou laranja;
-OU ocupou um quadrado de quatro campos adjacentes;
-OU uma série de cinco campos adjacentes - horizontalmente, verticalmente ou diagonalmente.

O jogo termina com a vitória de um jogador ou um empate quando todos os campos são ocupados.

As mesmas regras se aplicam ao QANGO 7 e ao QANGO 6.
A única característica especial é o campo laranja no meio, que não pertence a um grupo de três. Pode ser ocupado e também usado para vencer por quadrado ou série 5.
Se jogares todas as 40 peças, o jogo termina empatado.


Quando tivemos conhecimento da existência do Qango, tudo fizemos para obter um exemplar do jogo. Podemos dizer que foi um amor à primeira vista. Como sabem, temos uma paixão especial por este tipo de jogos abstratos. Graças à nossa parceria com a MasQueOca foi possível satisfazer o nosso desejo.
Quando o jogo chegou às nossas mãos, tivemos que ultrapassar um pequeno obstáculo. As regras do jogo que acompanham o jogo estavam em Alemão. Recorremos ao BGG na esperança de encontrar a tradução para Inglês, mas sem sucesso. Não tivemos outra alternativa, se não, fazermos a tradução de Alemão para Português. Não é uma novidade para nós, uma vez que já fizemos isso noutros jogos, como por exemplo Alea Iacta Est e Zehnkampf. Contudo, nesses jogos tivemos a ajuda dos seus autores, mas com o Qango tivemos de avançar sozinhos. No entanto chegamos a bom-porto mais depressa do que era expetável, tendo as ilustrações das regras, que por sinal estavam muito bem concebidas, contribuindo muito para isso.
A caixa do jogo está bem ilustrada, dando a perceção correta do que vamos encontrar no seu interior, um jogo enigmático e abstrato. São dois bons adjetivos para caraterizar este Qango.
Infelizmente, o interior da caixa não tem qualquer divisória para acomodar as peças do jogo, as quais vêm dentro de dois sacos plásticos. No entanto, o material escolhido é de boa qualidade. O mesmo se pode dizer do tabuleiro de jogo. Relativamente à sua ilustração não podíamos esperar muito, quando estamos perante este tipo de jogos, limita-se a apresentar áreas coloridas em diferentes cores, o necessário para o objetivo do jogo.
Basta uma leitura às regras do jogo, que depois da tradução para Português se traduz em duas páginas A4, para percebermos a mecânica do jogo e iniciar de imediato o Qango.
Quando começamos a jogar o Qango, e com as primeiras vitórias e derrotas, depressa percebemos que existe alguma semelhança, ao nível estratégico, e sobretudo na importância da colocação da primeira peça em jogo por parte do jogador inicial, com o clássico “Jogo do Galo”. Se a colocação da primeira peça for inteligente, obrigará o teu oponente andar sempre atrás do prejuízo, sem que tenha grande margem de manobra para reverter a situação, isso se, continuares a colocar, de forma inteligente, as tuas peças em jogo. Daí que Klaus Burmester tenha criado regras avançadas para evitar que jogadores experientes iniciem o jogo e tirem vantagem de ser o jogador inicial, de tal forma que diminuem drasticamente as hipóteses do seu opositor.
Por aqui se depreende facilmente que estamos perante um jogo muito interessante, que absorveu, o que melhor os jogos clássicos como o “Jogo do Galo” e “Quatro em Linha” tinham, para criar uma mecânica interessante e bem conseguida.
Neste tipo de jogos abstratos/Mind Games, em que há muito pouco espaço para o erro ou distração, não é possível dar a receita ideal para a vitória. Contudo, a atenção, a concentração e a capacidade mental de visualizar os movimentos futuros de colocação de peças passíveis de criar situações de iminente vitória, sem que se possa reverter a situação, são fatores decisivos na concretização do objetivo do jogo.
O Qango é um excelente jogo abstrato/mind game para 2 jogadores, talvez dos melhores do género. Apesar de ser para 2 jogadores, pode ser disputado num formato de campeonato, possibilitando assim a participação de mais jogadores, tornando-o ainda mais aliciante.
O Qango deve fazer parte de qualquer coleção lúdica e é um excelente jogo para qualquer evento de jogos de tabuleiro. Além disso, pode perfeitamente fazer parte de qualquer olimpíada de matemática.


Tema/Objectivo









7
Mecânica/Regras









7
Componentes/Artwork









5
Jogabilidade/Interacção









8
Estratégia/Dificuldade









7
Duração/Diversão









8
Originalidade/Criatividade









6
Preparação/Começar a jogar









10
Caixa do jogo/Apresentação









5
Preço/Vale o Dinheiro









10
Apreciação Global7,4


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Klaus BurmesterQANGO Verlag
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Paulo Santos
Paulo Santos
Paulo Santos
Maria Constança

Bauhaus - Edge Entertainment


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Um jogo de Jordi Gené e Gregorio Morales, para 2 a 4 jogadores, partir dos 14 anos, com a duração de 30 minutos.

Bauhaus é um jogo de estratégia abstrata inspirado nas formas e cores clássicas do desenho gráfico Bauhaus.
La Staatliche Bauhaus ou simplesmente a Bauhaus foi a escola de desenho, arte e arquitetura fundada em 1919 por Walter Gropius em Weimar (Alemanha) e encerrada pelas autoridades prussianas (a mando do partido nazi) no ano de 1933.
A Bauhaus é um jogo para 2 a 4 jogadores que competem pelo controlo territorial de zonas no tabuleiro, da mesma forma que em jogos tradicionais como o GO, ou novos clássicos como Através do Deserto.

Objetivo do Jogo
O objetivo do jogo é conseguir o maior número possível de pontos de controlo. Para o conseguir, deves fazer-te proprietário de territórios, certificando-te de que as tuas peças de controlo fiquem completamente delimitadas por barreiras de demarcação.

Componentes do Jogo
Tabuleiro do jogo <> Trinta e duas (32) peças de controlo, oito em cada cor <> Sessenta e seis (66) barreiras de demarcação de território <> Setenta e uma (71) cartas de ação <> Quatro (4) cartas de jogador <> Estas regras do jogo.

Preparação do Jogo
Coloca o tabuleiro de jogo no centro da mesa e num dos lados as barreiras de demarcação de território, ao alcance de todos os jogadores. Agora, há que escolher a cor; cada jogador pode escolher a que mais gosta e pega na carta de jogador da cor correspondente, embora recomendamos que esta se determine à sorte. Quando todos tiverem a sua carta de jogador, cada um recebe as oitos (8) peças de controlo da sua cor.
Pegam-se em todas as cartas de ação e dependendo do número de jogadores, retiram-se algumas cartas de desenvolvimento.
No total há 24 cartas de desenvolvimento em jogo.
Com 4 jogadores, não se retira nenhuma carta de desenvolvimento.
Com 3 jogadores, retiram-se seis (6) e num jogo com 2 jogadores, retiram-se doze (12) dessas cartas.
As cartas que retiras, podes devolvê-las à caixa, uma vez que não se utilizam durante o jogo.
Baralham-se todas as restantes cartas de ação minuciosamente, moldando assim o baralho do jogo, que se coloca junto do tabuleiro, com a face para baixo. Descobrem-se as quatro primeiras cartas de ação do baralho e colocam-se num dos lados do tabuleiro, com a face para cima.

Modo de Jogar
O jogador inicial, que irá ser escolhido à sorte, ou será o vencedor da partida anterior, se esta foi feita com os mesmos jogadores. Depois do jogador inicial, o turno irá passar de um jogador para o seguinte, seguindo o sentido contrário aos ponteiros do relógio. O jogo começa com uma ronda inicial de desenvolvimento em que cada jogador, começando com o jogador inicial, coloca uma das suas peças de controlo com o lado de desenvolvimento para cima em qualquer setor vazio do tabuleiro.
A seguir começa o jogo em si. O turno do jogador consiste em escolher uma das quatro cartas de ação descobertas com a face para cima junto ao tabuleiro e executar a ação refletida na carta. Depois, a carta escolhida é descartada (no monte de descarte e descobre-se uma nova do baralho, que se coloca com a face para cima, substituindo-a. O turno passa ao jogador seguinte, que dispões de novo de quatro cartas de ação de entre as que se escolhem.
Um jogador não pode passar, voluntariamente, no seu turno, mas deve executar uma das quatro ações dispostas sobre a mesa, se possível. Se não conseguisse executar nenhuma delas, e o resto dos jogadores validarem essa situação, perderia a sua vez de jogar. No caso raro desta circunstância se dar consecutivamente em todos os jogadores, o jogo acabaria prematuramente e proceder-se-ia à contagem dos pontos de controlo.

os territórios delimitados
Um território delimitado é um conjunto de um ou mais setores do tabuleiro cercados totalmente por barreiras de demarcação do território.
Para formar um território delimitado é necessário que haja um ou mais peças de controlo nos setores que delimita.
A seguir, analisamos os dois tipos de território delimitado que podem formar-se.
Território delimitado com proprietário
Se se forma um território delimitado dentro do qual só há peças de controlo do mesmo jogador, este declarar-se-á proprietário do território e dará a volta às suas peças de controlo para o indicar, deixando-as com o lado de controlo para cima.
Território delimitado sem proprietário
Se um jogador formar um território delimitado dentro do qual há peças de controlo de mais do que uma cor, isto é, de diferentes jogadores, a partir desse momento as barreiras de demarcação em redor do território delimitado já não podem alterar-se mediante uma ação, embora se possam colocar novas barreiras dentro.

Fim do jogo
Quando se descobre a última carta de ação do baralho, continua-se a jogar até que acabem as quatro cartas de ação da mesa. Nesse momento a partida termina e proceder-se-á à contagem dos pontos de controlo.
Também é possível que a partida termine antes, se nenhum jogador puder realizar nenhuma das quatro ações disponíveis. Nesse caso, o jogo pararia e passaria diretamente à contagem dos pontos de controlo
Os territórios delimitados sem proprietário, isto é, com peças de controlo de vários jogadores no seu interior, não pontuam nada.
Os territórios delimitados com proprietário, recompensam apenas quem os possui: cada peça de controlo num território delimitado dá tantos pontos de controlo ao seu proprietário, quanto o número de setores tenha o território onde se encontra.

O bauhaus foi daqueles jogos que não podia deixar de passar pelas nossas mãos. As primeiras informações que obtivemos sobre o jogo, não deixou margem para dúvidas, tínhamos de ter um exemplar.
A caixa do jogo ilustra bem o que se encontra dentro dela. O desenho gráfico Bauhaus muito contribuiu para tornar a caixa do jogo atrativa.
Os componentes são q.b. sobressaindo, ao nível da sua espessura, as peças de controlo. Relativamente às ilustrações limitam-se ao desenho gráfico Bauhaus. Cumprem bem a sua função. Neste tipo de jogos, o foco não está nas ilustrações, nem tão pouco na qualidade dos materiais, mas na mecânica e a forma como esta consegue criar uma boa interceção e jogabilidade, em comunhão com o tema/objetivo do jogo.
Não gostámos da qualidade do cartão utilizado para criar uma divisória dentro da caixa, porque é propenso à humidade, pelo que aconselhamos que acomodem os componentes do jogo em sacos plásticos, ou removam esse acessório.
No bauhaus há uma boa comunhão entre o tema/objetivo e a mecânica jogo, contribuindo para que seja muito interativo.
As regras do jogo são fácies de perceber, bastando uma leitura atenta para compreender toda a mecânica do jogo. Não podemos afirmar que há novidades ao nível da mecânica, mas hoje em dia é difícil conseguir inventar algo muito diferente. Contudo, o importante é conseguir obter os melhores resultados com algo já experimentado noutros jogos, e que em conjugação com o tema/objetivo, consiga criar algo de novo e atrativo. Neste capítulo podemos afirmar que os autores conseguiram chegar a bom-porto.
As cartas de ação são responsáveis por toda a dinâmica do jogo e foram bem concebidas ao nível da função que desempenham no jogo. Os autores para diminuírem o fator sorte, disponibilizam sempre quatro cartas visíveis que um jogador pode escolher, quando está no seu turno. Com as cartas podemos delimitar territórios, colocar peças de controlo, trocar peças de controlo, relocalizar peças de controlo e barreiras. Por isso podemos afirmar que, ao nível das funções que estas desempenham no jogo, os autores estiveram a muito bom nível, porque as cartas foram bem pensadas na sua quantidade, equilíbrio e uso, dando ao jogo a dinâmica e interação desejada e espectável neste tipo de jogos.
Não podes dar como seguro tudo aquilo que planeaste inicialmente para a tua estratégia no jogo, porque a qualquer momento um dos teus oponentes pode relocalizar uma das tuas peças de controlo ou trocá-la por outra de outro jogador no tabuleiro do jogo. Pode também relocalizar uma barreira e assim impedir-te ou atrasar-te na delimitação de um território (a mecânica da delimitação dos territórios faz lembrar o “Domaine”). Daí que, por vezes é mais sensato delimitar um território o mais rapidamente possível, mesmo que este seja pequeno, do que tentar delimitar um território de maiores dimensões, já que corres o risco dos teus opositores alterarem profundamente os teus planos.
Atenção às cartas que permitem colocar as tuas peças de controlo no tabuleiro do jogo, uma vez que a sua quantidade é limitada. Nem todos vão conseguir colocar todas as suas peças. Por isso é um fator muito importante para a tua estratégia no objetivo da vitória.
O grau de dificuldade do jogo é interessante. Os autores conseguiram com regras simples aliadas a uma mecânica interessante, elevar o nível de dificuldade a um patamar elevado dentro do género (jogos abstratos/Mind Games).
Não queremos revelar mais segredos sobre este jogo, o importante é jogá-lo para descobrires o quanto interessante e viciante ele é. Quem gosta deste tipo de jogos e desafios abstratos com um grau de dificuldade aceitável não vai querer perder este bauhaus.
O Bauhaus faz juros ao nome e deverá fazer parte de qualquer coleção, como é um excelente jogo para torneios e/ou eventos de jogos de tabuleiro.



Tema/Objectivo









7
Mecânica/Regras









7
Componentes/Artwork









5
Jogabilidade/Interacção









8
Estratégia/Dificuldade









7
Duração/Diversão









8
Originalidade/Criatividade









6
Preparação/Começar a jogar









8
Caixa do jogo/Apresentação









5
Preço/Vale o Dinheiro









9
Apreciação Global7


dreamwithboardgames
Gregorio MoralesJordi Gené
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Paulo Santos
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Maria Constança

Blockers! - Amigo


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Um jogo criado por Kory Heath para 2 a 5 jogadores, a partir dos 8 anos com duração de 30 minutos.

Componentes
- 1 Tabuleiro
- 140 Fichas (28 de cada cor)
- 5 Suportes de Fichas

Preparação do Jogo
Coloca o tabuleiro no centro da mesa. Cada jogador deve tirar todas as peças de uma cor e um suporte de fichas. Coloca todas as tuas fichas viradas para baixo num monte à tua frente e mistura-as bem. Tira cinco fichas e coloca-as no teu suporte de modo que só tu as possas ver. Aleatoriamente escolhe um jogador para levar a cabo o primeiro turno. O jogo prossegue no sentido horário ao redor da mesa.

Objetivo do Jogo
O objetivo do jogo é criar grupos conectados das tuas próprias fichas no tabuleiro, enquanto tentas não capturar muitas fichas da mesma cor. Um grupo é qualquer conjunto conectado de fichas coloridos semelhantes no tabuleiro. Ligações diagonais não contam. Uma ficha que não está ao lado de todas as fichas da mesma cor também conta como um grupo. No final do jogo, vais contar o número de grupos que tens no tabuleiro, e o número de peças que tens da cor que capturaste mais, e quem tiver o menor número dessas duas coisas combinadas, ganha.

Fim do Jogo
Depois de todos os jogadores terem tirado as suas fichas finais, todos têm mais um turno, e, em seguida, o jogo termina. No final do jogo, terás quatro fichas não jogadas deixadas no teu suporte. Conta o número de grupos que tens no tabuleiro, e, em seguida, conta o número de fichas que tens da cor que capturaste mais (Se houver um empate para a cor que capturaste mais, conta apenas qualquer uma das cores empatadas). O vencedor é o jogador que tem o menor número dessas duas coisas combinadas.

Assim que tivemos conhecimento da existência deste jogo, ficámos interessados em jogá-lo. Graças ao nosso parceiro MasQueOca foi possível obter um exemplar do jogo.
As fichas são de qualidade e são agradáveis ao toque.
O tabuleiro do jogo tem saliências que impedem que as fichas saiam do seu lugar, depois de posicionados no tabuleiro. A sua ilustração está q.b.. O material utilizado na sua confeção é de qualidade, acima da média.
O design da caixa do jogo cumpre com o seu papel, transmitindo o que se vai encontrar dentro dela. Um jogo abstrato muito apelativo e interessante.
Há que ter atenção às fichas com símbolos, uma vez que, o seu posicionamento é mais limitado ao nível dos espaços, já que os 9 espaços disponíveis estão demasiado concentrados em termos da zona onde se encontra no tabuleiro do jogo, ao contrário das letras e números, em que os seus 9 espaços disponíveis se estendem mais pelo tabuleiro do jogo.
Deves estar atento à colocação das fichas dos adversários. Todos os jogadores têm o mesmo número de fichas.
Cada jogador tem ao seu dispor 28 fichas:
1 Ficha de 1 a 9
1 Ficha de A a I
1 Ficha em cada um dos símbolos do tabuleiro
2 Fichas Blockers
Se estiveres atento às fichas que os teus oponentes vão posicionando no tabuleiro, facilmente vais perceber quais são as fichas que ainda faltam posicionar. Com isso podes ter a perceção dos possíveis espaços onde essas fichas podem ser colocadas, podendo assim de forma estratégica, forçar o teu oponente a capturar fichas.
Com o decorrer do jogo, os espaços vazios no tabuleiro vão diminuindo drasticamente, o que originará, forçosamente, a captura de fichas por parte dos jogadores, uma vez que nunca podes passar a tua vez de jogar.
Sendo os grupos de fichas conectados ortogonalmente, pode sempre posicionar as tuas fichas na diagonal, já que não formam qualquer grupo.
Com as fichas Blockers podes forçar o teu adversário a construir mais grupos do que aqueles que ele tinha planeado.
Estamos perante um jogo “Mind Game” muito rico ao nível da estratégia. É um bom exemplo de como se pode construir um jogo com regras simples, mas com uma riqueza enorme quanto à estratégia que podemos optar para conseguir o objetivo da vitória. As próprias regras do jogo elucida sobre essa riqueza, transmitindo aos novatos as linhas básicas da estratégia a seguir.
Cada jogo é um jogo, há que ter a capacidade de adaptar a tua estratégia ao tipo de oponente com quem estamos a disfrutar este excelente jogo.
Quem aprecia este tipo de jogos tem de experimentar o Blockers. Quem é muito cético em relação a jogos abstratos, tem aqui uma boa oportunidade para mudar de opinião.
O Blockers é um jogo que deve fazer parte de qualquer coleção e de qualquer evento de jogos de tabuleiro. Nunca vão dar o vosso tempo como perdido, é um jogo viciante e desafiante, e que nem damos pelo tempo passar quando estamos a jogá-lo. É uma excelente opção para esta época do ano – férias de verão – porque graças ao seu tabuleiro com pequenas saliências, não deixa que as fichas posicionadas no tabuleiro saiam do seu lugar. Além disso, temos um suporte individual para colocar as fichas que temos na nossa posse, e como a caixa do jogo tem divisórias individuais para acomodar cada um dos conjuntos de fichas em função da sua cor, podemos aproveitar esses espaços como o monte de fichas a retirar após cada turno.
O Blockers é com toda a certeza um bom investimento!
Tema/Objectivo









8
Mecânica/Regras









7
Componentes/Artwork









6
Jogabilidade/Interacção









8
Estratégia/Dificuldade









7
Duração/Diversão









9
Originalidade/Criatividade









6
Preparação/Começar a jogar









9
Caixa do jogo/Apresentação









7
Preço/Vale o Dinheiro









10
Apreciação Global7,7


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Kory HeathAmigo
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Paulo Santos
Paulo Santos
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Maria Constança